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A formação de uma biblioteca digital

Os cuidados para reunir os arquivos e formar um acervo útil para alunos e professores

Mônica Pina

Pontos importantes sobre a formação de uma biblioteca digital. Ilustração: Daniel Bueno

Textos, fotos, vídeos, jogos, músicas... Depois de um tempo, os computadores do laboratório de informática ficam lotados de materiais que acabam na lixeira. Mesmo que a equipe use bibliotecas online, nada impede a formação de um acervo digital na própria escola. "É uma ferramenta eficiente na integração de tecnologias de informação e de comunicação e abre espaço para a atuação de professores e alunos", diz Nanci Folena Pereira Sousa, do Laboratório de Informática e Educação Tecnológica da Secretaria de Educação de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

Para concretizar essa ideia, trabalho é o que não falta. Ao gestor, cabe estabelecer as diretrizes, organizar os grupos de trabalho e incentivar a participação de todos. Já o coordenador será o orientador dos professores na garimpagem das obras na internet e na preparação de atividades que levem os alunos a produzir conteúdos. "É importante buscar sempre novos recursos, ter critérios claros na seleção e focar o uso pedagógico", explica Nanci. Caso a escola não conte com um monitor de informática, é possível solicitar suporte à Secretaria ou pedir ajuda a professores mais experientes. A seguir, os principais pontos a serem considerados na organização de uma biblioteca digital.

1 Definir equipamentos e softwares

Em unidades que têm computadores para uso dos alunos, não é preciso grandes investimentos. As máquinas devem ter programas antivírus, acesso à internet e softwares compatíveis com vários formatos de arquivos. Dependendo da forma de armazenamento de dados escolhida, há especificações a serem seguidas. Uma alternativa é guardar tudo em um servidor - um computador com muito espaço disponível e grande capacidade de processamento - conectado aos demais em rede. É o que acontece em São Bernardo do Campo: "Esse tipo de integração facilita a troca de informações entre os usuários", explica Nanci. Se as máquinas estiverem em rede e não houver um servidor, os hard disks (HDs) externos são uma boa possibilidade. Já quando os computadores não estão em rede, uma solução é usar DVDs, porém é preciso necessário ter programas e softwares para gravá-los, além de equipamentos que façam a leitura dessa mídia. Outra saída é optar pelo armazenamento virtual na chamada "nuvem" - os arquivos ficam em um servidor externo e são acessados via internet por usuários cadastrados.

2 Selecionar materiais externos

Para escolher as obras que vão compor o acervo, é importante divulgar a proposta entre alunos e docentes. O coordenador pode orientar os professores na pesquisa e sugerir que explorem as possibilidades da web nos formatos mais variados - textos, áudio, imagens, vídeos, infográficos e jogos. Deixe claro que só podem ser baixados arquivos de distribuição livre ou com o download pago e registrado. O ideal é procurar fontes seguras, como sites de governos e instituições educacionais, culturais e científicas. Antes de incluir arquivos na biblioteca, o responsável por ela deve se informar sobre direitos de uso, pois retirar, armazenar, exibir e distribuir dados sem autorização é proibido por lei. Mesmo com restrições, há muito material disponível. Não faltam opções de livros, produções acadêmicas, clássicos da literatura, textos em libras e audiolivros que podem ser baixados gratuitamente. Jornais e revistas geralmente são pagos. No caso de registros sonoros, há músicas com direitos livres, demonstrações disponibilizadas pelos autores e arquivos de trilhas e efeitos. Vídeos e jogos exigem mais cuidado tanto pelo conteúdo quanto pela segurança, pois há maior risco de haver distribuição ilegal e conter vírus.

3 Planejar a produção de conteúdos

Incluir no acervo textos, livros, desenhos, fotos, vídeos e músicas criados pelos alunos é uma forma de valorizar a produção das turmas, torná-las mais acessíveis dentro da unidade, incentivar a troca de informações e garantir que os autores reconheçam seus trabalhos como parte do patrimônio cultural da escola. O coordenador pode ajudar os professores a planejar sequências didáticas e projetos que levem os alunos a produzir de diferentes formas seus trabalhos - gravando vídeos com experiências realizadas no laboratório, apresentações de seminários ou um treino de vôlei, entre outras possibilidades. Os registros dessas atividades - escritos, gravados, fotografados ou filmados - se tornam material de referência e podem ser compartilhados com estudantes, professores, gestores e pais.

4 Promover a utilização da biblioteca

Para incentivar os professores a utilizar os materiais digitais com os alunos, o coordenador pode divulgar o acervo por meio de boletins mensais e deve utilizá-lo nos seus encontros de formação, sugerindo a inclusão de diferentes linguagens no planejamento. Para tanto, vale bolar atividades formativas que usem esses recursos, fazendo-os vivenciar a exploração de cada um deles antes de levá-los para a sala de aula.

5 Valorizar a segurança e a organização

Toda a equipe deve ser alertada sobre a importância dos cuidados com a segurança e organização dos dados. Cada arquivo deve passar pela análise de um programa antivírus (atualizado periodicamente) e todos precisam ser conferidos, testados e catalogados de acordo com critérios definidos pelo coordenador pedagógico. É recomendável ordenar os itens por tema, título e tipo, de modo que possam ser facilmente encontrados, e criar um banco de dados, identificando os autores e a origem de cada um. Se a escola já dispõe de uma biblioteca convencional com um sistema de gerenciamento, é conveniente utilizar o mesmo padrão, facilitando a pesquisa e minimizando o risco de conflitos entre as informações.

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Publicado em GESTAO ESCOLAR, Edição 021, Agosto/Setembro 2012.
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