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Ações de integração para ajudar os alunos na transição do 5º para o 6º ano

A passagem dos alunos do Ensino Fundamental 1 para o 2 traz desafios e merece uma atenção especial da equipe gestora

Frances Jones

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=== PARTE 1 ====
Na EMEF
Campos Salles, alunos
do 5º ano
se reúnem
com futuros professores
para conhecer
a nova rotina. Foto: Tamires koop
PARA TIRAR DÚVIDAS NA EMEF Campos Salles, alunos do 5º ano se reúnem com futuros professores para conhecer a nova rotina

Ainda era julho e o estudante João Pedro Melo, de 10 anos, já mostrava certa apreensão com o que vai encontrar quando ingressar no 6º ano da EMEF Campos Salles, em Nova Santa Rita, a 25 quilômetros de Porto Alegre. "Acho que vai ser legal e ao mesmo tempo complicado porque vamos ter mais matérias e professores", diz o garoto. A preocupação e o frio na barriga são comuns nas turmas do 5º ano, que estão prestes a passar por uma grande mudança na rotina escolar.

Tradicionalmente, o 6º ano (ou 5ª série) é um período de notas mais baixas, menos lições de casa entregues pelos estudantes e um número maior de reprovados. Não é para menos: em vez da professora polivalente - que, além de ensinar, estabelece uma relação de afeto com a classe -, agora, a cada 45 minutos, entra na sala um diferente (são entre oito e 12 docentes por ano), cada um com uma forma e uma linguagem próprias de trabalhar os temas de sua disciplina. Sem falar na quantidade de tarefas de casa e livros que eles passam a utilizar. "Há uma modificação na natureza do vínculo entre o professor e os alunos e na relação desses com o tempo, que deixa de ser tão elástico e passa a ser mais marcado", afirma Sílvia Viegas, coordenadora geral da segunda etapa do Ensino Fundamental na Escola Viva, de São Paulo. Mais do que isso, é um momento especial na vida do estudante, que está entrando na adolescência.

Essa adaptação, portanto, tem de ser feita com atenção para evitar que os jovens se sintam desmotivados e percam a curiosidade pelos conteúdos, afetando de forma negativa o desempenho. "Um bom caminho é promover um período de aproximação entre as séries para que o estudante tome contato com as mudanças", diz Suzana Mesquita Moreira, coordenadora pedagógica do 6º ao 9º ano da Escola Projeto Vida, na capital paulista, e formadora de professores de redes públicas e privadas.

Embora a maioria das escolas trate a transição como algo natural, algumas adotam medidas para tornar esse momento menos impactante. As ações, em geral, começam no segundo semestre do 5º ano e continuam durante todo o 6º ano, com foco especial nos primeiros três meses. É comum, por exemplo, haver um cuidado maior por parte dos gestores com a escolha da equipe que lidará com essa série. "É importante que o professor especialista já tenha atuado como docente na primeira etapa do Fundamental ou tenha formação em Magistério ou Pedagogia para que entenda melhor como são as crianças nessa fase", ressalta Suzana. Esse profissional, acrescenta ela, também precisa se preocupar com a linguagem utilizada em sala de aula, procurando ser claro com o uso de termos novos relacionados aos conteúdos específicos. Existem ainda instituições que colocam professores especialistas já no 5º ano para que a turma comece a se adaptar a uma maneira diferente de ensinar. Outras mantêm alguns professores polivalentes no 6º ano a fim de prolongar o processo de adaptação.

=== PARTE 2 ====
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Publicado em GESTAO ESCOLAR, Edição 015, Agosto/Setembro 2011. Título original: Passagem delicada
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