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Planejamento: 8 passos para elaborar a grade de aulas

Com critérios objetivos, é possível organizar os horários de forma propícia à aprendizagem

Aurélio Amaral

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Sandra Martelli de Albuquerque, diretora da EM Flavio de Souza Nogueira, em Sorocaba (SP). Foto: Omar Paixão
Sandra Martelli de Albuquerque, diretora da EM Flavio de Souza Nogueira, em Sorocaba (SP)

De um ano para outro, a escola passa por algumas mudanças: turmas são criadas ou fechadas, o currículo se altera, alguns professores deixam a instituição e outros chegam. A grade de aulas, por consequência, precisa ser revista. Essa tarefa merece bastante atenção, pois é esse arranjo que pautará a rotina de alunos e professores durante os meses seguintes. Provavelmente, ao se deparar com uma planilha de horários em branco, você já tenha se perguntado: por onde começar?

Nas séries iniciais do Ensino Fundamental, isso não é um problema, já que o professor polivalente acompanha o mesmo grupo todos os dias da semana e, portanto, tem um horário fixo. Os únicos docentes que se revezam são os especialistas - geralmente os de Arte e Educação Física. No entanto, na segunda etapa do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, em que uma classe chega a ter mais de dez professores, esse processo não é tão simples.

Muitos diretores adotam softwares - existem os pagos e os gratuitos - como apoio. A maioria, no entanto, prefere montar as planilhas no papel ou no mural. Com ou sem a ajuda da tecnologia, os horários não podem ser preenchidos de forma mecânica. Isso porque as possibilidades de combinação são muitas. "Existe um propósito pedagógico a ser alcançado. Por isso, a reflexão por parte dos gestores é imprescindível", explica Suzana Mesquita, coordenadora pedagógica da Escola Projeto Vida, em São Paulo.

Mais do que burocracia, a organização é uma parte importante do planejamento. A quantidade de tentativas (e erros, principalmente) diminui se algumas regras forem estabelecidas de antemão. A mais importante é dar prioridade às necessidades de aprendizagem dos alunos. Dessa forma, alguns pontos são inegociáveis - um professor com perfil alfabetizador, por exemplo, tem de ficar com uma turma de 1º ou 2º ano - e ao redor deles vão se encaixando as demandas menos importantes - como a preferência de um docente por concentrar as aulas em apenas um dia. Os demais critérios são definidos com base nas características da escola. Em uma instituição com muitas turmas e apenas um laboratório para Ciências, Biologia, Física e Química, essas disciplinas provavelmente terão de ser alocadas com prioridade para evitar que eventuais trocas interfiram no cronograma do local compartilhado.

Montar a grade de aulas pode ser considerado uma etapa da revisão do projeto político-pedagógico (PPP). Afinal, antes de realizá-la, é preciso seguir os mesmos procedimentos usados para a atualização do documento: a análise das matrículas e dos dados de aprendizagem e a avaliação dos recursos e da estrutura da escola. Esse é um bom começo, porém alguns imprevistos certamente aparecerão no meio do caminho. Nesta reportagem, você encontra oito passos básicos para que sua grade de horários seja um quebra-cabeça mais fácil de montar, com as dicas de especialistas e gestores de diversas redes de ensino do país.

1. Levantamento inicial

Os professores da Chequer Jorge, em Itaperuna, dão opções ao diretor-adjunto, Alexandro. Foto: Mariana Ricci
Margem de segurança Os professores da Chequer Jorge, em Itaperuna, dão opções ao diretor-adjunto, Alexandro

Aproveite as últimas semanas de trabalho em dezembro para apurar as possíveis mudanças na equipe docente. Faça uma lista com o nome dos professores que pediram remoção para outra unidade e dos que estão em processo de aposentadoria. Relacione aqueles que continuam na escola, mas que lecionam em outra instituição. Por fim, avalie a demanda por matrículas para decidir se alguma turma terá de ser criada ou fechada, levando em consideração quantas horas-aula cada disciplina necessita. Esse levantamento - que pode ser delegado ao secretário da escola - vai ajudar a Secretaria de Educação a designar os professores de modo que eles cumpram prioritariamente a carga integral em apenas uma instituição. Seria ideal que a própria rede se encarregasse de organizar a jornada de trabalho da equipe. Porém é comum que isso seja definido nas próprias unidades de ensino. Se esse for o seu caso, peça para que os docentes informem os dias da semana nos quais eles estarão à disposição da escola e os motivos de eventuais restrições - isso pode ser útil mais à frente, caso sejam necessárias negociações. Para não ficar refém apenas dos desejos dos professores, trabalhe com uma margem de segurança, como faz Alexandro Cunha, diretor-adjunto do CE Chequer Jorge, em Itaperuna, a 313 quilômetros do Rio de Janeiro, uma das seis instituições finalistas no Prêmio Gestão Escolar: "Se o docente tiver de cumprir 12 horas semanais no turno da manhã, por exemplo, peço que ele indique três ou quatro dias disponíveis - embora seja possível cumprir toda a carga em apenas dois".

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Publicado em GESTAO ESCOLAR, Edição 023, Dezembro 2012/Janeiro 2013. Título original: 8 passos para elaborar a grade de aulas
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