Estudos de caso como estratégia de formação

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Mudar atitudes e concepções é o grande desafio de todo formador (Foto: Gabriela Portilho)

Mudar atitudes e concepções é o grande desafio de todo formador (Foto: Gabriela Portilho)

Há alguns dias, precisei fazer uma formação pontual que me fez pensar em como as estratégias nessa área precisam ser muito bem planejadas.

O trabalho foi realizado em uma escola onde o desafio de algumas professoras era envolver todas as crianças em diversas propostas. Apesar dos esforços, dois garotinhos de 4 anos, de uma das turmas, passavam o dia fazendo muitas traquinagens. Em vez de participar das atividades, eles ficavam brincando de lutinhas, saindo da sala sorrateiramente e se escondendo em algum canto. Claramente, os dois desafiavam a professora e achavam a maior graça nisso.

Em outras duas salas de 5 anos, as professoras também se queixavam muito de algumas crianças que não se acalmavam e estavam sempre provocando os colegas. Elas percebiam muitos conflitos entre os pequenos e diziam que a turma não atendia às solicitações delas.

Nos dois casos, a gestão da sala e o encaminhamento da rotina ficavam comprometidos, visto que as educadoras dedicavam muito tempo para lidar com essas situações. O que mais achei interessante nessa escola foi observar que outras profissionais conseguiam gerir casos semelhantes com muita propriedade.

Como ajudar os professores sem ser prescritiva?

O espaço da formação de professores precisa assegurar a reflexão coletiva, o debate entre os pares, o confronto de ideias e o compartilhamento de encaminhamentos. A construção do saber, portanto, emerge do grupo, que se embasa nos aportes teóricos que sustentam a prática.

Durante os encontros nessa escola, eu não queria dar receitas nem pedir que as professoras observassem como as colegas faziam. Era necessário mais que isso. Elas precisavam se sentir mais confiantes e ter em mãos várias alternativas para inserir todas as crianças em propostas bacanas. Dessa maneira, cada vez mais saberiam fazer uma boa gestão de sala.

Por três dias, fiquei pensando em como ajudar as docentes. Eu só tinha uma formação de três horas e, para dizer tudo o que eu gostaria, eu precisaria de alguns encontros.

Os estudos de caso

Cheguei à conclusão de que seria bacana formar duplas para discutir alguns casos e, depois, abrir para a reflexão coletiva. E assim foi feito! Anteriormente, é claro, eu defini quais seriam os pares: foram três duplas e um trio de professoras. Os membros dos quatro grupos tinham muitas diferenças na gestão da sala e era justamente esse contraste que eu queria.

Criei três histórias fictícias, muito parecidas com as situações que aconteciam na escola, para que os pares propusessem quais seriam os melhores encaminhamentos em cada uma das situações. Elas foram as seguintes:

  • Elaborar atividades adequadas aos diferentes momentos da rotina. Quando as crianças voltam do parque, por exemplo, é interessante fazer uma brincadeira bem tranquila em sala ou realizar um relaxamento de alguns minutos, colocando uma música apropriada ou falando palavras suaves e acolhedoras de forma tranquila;
  • Não fazer chantagem emocional, como dizer “A professora está muito triste com…”. A educadora deve falar e pedir com calma, porém com firmeza;
  • Não fazer ameaças sem sentido ou comparações com outras crianças, como “Acho que fulano precisa frequentar a sala do berçário, porque lá são todos muito comportados”.

O resultado na sala de aula

Mudar atitudes e concepções é o grande desafio de todo formador. Uma vez que o professor tem a possibilidade de ter clareza de como é possível encaminhar alguns trabalhos e saber que o resultado vale a pena, a chance de mudanças é grande.

Sei que as conquistas ocorrerão gradativamente, mas já tive retorno que duas professoras ficaram muito felizes por conseguir algumas atuações bem mais participativas das crianças. Elas já contaram sobre algumas atividades que deram muito mais certo depois que fizeram de outra maneira.

E você, já teve de fazer alguma formação pontual em bem pouco tempo? Compartilhe conosco!

Um abraço, Leninha


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Como fazer a formação de um professor de apoio

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
O professor de apoio deve ter experiência em sala de aula e disponibilidade para participar de um processo formativo (Foto: Manuela Novais)

O professor de apoio deve ter experiência em sala de aula e disponibilidade para participar de um processo formativo (Foto: Manuela Novais)

Os grupos de apoio fazem parte do programa de intervenção pedagógica para sanar as necessidades de aprendizagem identificadas nas turmas. Assim como precisamos definir critérios para a seleção dos alunos que participarão, devemos estabelecer os parâmetros para escolher os profissionais que desenvolverão esse trabalho.

A meu ver, experiência em sala de aula e disponibilidade para participar de um processo formativo são as duas principais características de um professor de apoio. Além de ser um bom docente, ele precisa ser parceiro do professor regente da turma, porque o trabalho em conjunto dos dois será essencial para fazer os alunos avançarem de acordo com as metas estabelecidas.

Feita a seleção, é hora de organizar um plano de formação. Antes de tudo, o coordenador precisa analisar junto com os professores os dados das turmas e dos alunos selecionados para participar dos grupos de apoio. Com base nessas informações, será possível elaborar o diagnóstico para avaliar o ponto de partida, organizar os grupos de acordo com as necessidades de aprendizagem e planejar estratégias de avanço.

Abaixo, listo o que considero importante estar na pauta dos encontros com os docentes que assumirão esse trabalho.

  • Estudo e seleção dos conteúdos que serão desenvolvidos com os alunos;
  • Definição das expectativas de aprendizagem para cada ano/série, com critérios para aprovação (crianças que sairão do grupo) e reprovação (aquelas que permanecerão, pois não atingiram as expectativas) de alunos;
  • Elaboração de um planejamento de atividades que assegurem um equilíbrio entre as diferentes necessidades de aprendizagem. Cabe ao professor compreender que esse trabalho vai além do que simplesmente selecionar boas atividades;
  • Estudo de diferentes situações de ensino e aprendizagem, por exemplo, leitura e escrita feita pelo professor ou pelo aluno, atividades de alfabetização, entre outras;
  • Reflexão sobre a interação entre pares como fator de aprendizagem;
  • Relação entre o professor regente e o professor de apoio;
  • Discussão sobre o que são instrumentos de avaliação e quais devem ser utilizados, como registros de acompanhamento e análise da produção dos alunos.

Esse plano de formação pode ser executado em paralelo ao desenvolvimento dos grupos de apoio, pois sabemos que, quando definimos uma ação de intervenção pedagógica, ela deve ser imediata. Isso que significa que os alunos precisam receber apoio o quanto antes, pois o ano letivo está passando.

No decorrer do processo formativo, devemos ter em vista que estamos lidando com estudantes que apresentam dificuldades e que o professor de apoio não é o único responsável pelo sucesso da criança. Portanto, cabe ao coordenador pedagógico ajudá-lo nessa tarefa e na construção de uma ponte com o docente da turma.

Na minha escola, os grupos de apoio acontecem todos os dias. Caso isso não seja possível, eles devem ocorrer, pelo menos, três vezes por semana, com duração de 2 horas. Para que tudo funcione bem e os docentes se sintam apoiados por mim, costumo encontrá-los a cada 15 dias, durante 2 horas. Nesse período, dou continuidade ao plano de formação sobre o qual falei acima.

E vocês, coordenadores, possuem grupos de apoio na escola? Como orientam os professores que desenvolvem esse trabalho?

Até a próxima quinta-feira!

Abraços, Eduarda


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As relações interpessoais com os professores

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Para criar um ambiente de trabalho agradável, é necessário conviver bem com as pessoas (Foto: Gabriela Portilho)

Para criar um ambiente de trabalho agradável, é necessário conviver bem com as pessoas (Foto: Gabriela Portilho)

Conviver bem com as pessoas é uma das condições necessárias para criar um ambiente de trabalho agradável em todas as áreas de atuação, inclusive na Educação, não é mesmo? Mas como será que o estabelecimento de relações harmônicas impacta nos afazeres do coordenador pedagógico?

Acredito que impacta muito, porque o grupo de professores precisa confiar e encarar o coordenador como um parceiro que está ali para ajudá-lo na empreitada de assegurar as aprendizagens das crianças. Se não houver essa ponte, com quem o docente vai compartilhar as dúvidas e pedir auxílio quando precisar? Por isso, faz toda a diferença cultivar um bom relacionamento com a equipe para ser eficaz no trabalho.

Como criar um bom relacionamento com a equipe

A responsabilidade de criar e manter o clima de cooperação é do próprio coordenador, que tem o papel de líder dos processos de planejamentos e de formação. Abaixo, fiz uma lista do que acredito ser essencial para atingir esse objetivo.

Seja atencioso com pequenas atitudes no dia a dia. Quando convivemos muito com as pessoas, sabemos um pouco sobre suas preocupações e necessidades. Portanto, é sempre válido cumprimentá-las, perguntar a elas como estão, se precisam de alguma coisa, se a febre do filho pequeno já passou, etc. É a empatia em ação!

Valorize os encaminhamentos. Elogiar as atividades ou a participação ativa na formação mostra que estamos ali para apoiar e reconhecer também.

Tenha bom humor. Encarar os desafios e adversidades do cotidiano com leveza é fundamental. Nada mais chato que conviver com quem só reclama ou fica de cara feia.  De que adianta?  Problemas e desafios são intrínsecos à função de coordenar ou atuar em sala de aula. É mais gostoso se  a encararmos com disposição e sabermos que é preciso resolver os problemas da melhor maneira possível, sem se desgastar demais.

Ofereça ajuda. O professor pode precisar, por exemplo, de auxílio sobre como ensinar uma brincadeira nova para a turma.

Respeite os diferentes saberes. Isso é fundamental! Já coordenei professor que tinha uma prática muito boa, mas tinha uma dificuldade imensa de compreender a teoria quando líamos um texto. O contrário também acontecia: o professor é ótimo nas análises e discussões de textos, mas tinha muita dificuldade na sala de aula.  Respeitar não é ignorar, mas saber no que e como ajudar cada um.

Aja com ética. Isso significa não admitir a fofoca.  Falar ou ouvir comentários sobre outras pessoas só vale se for elogio ou críticas construtivas. Comentários maldosos precisam ser cortados. Deixe bem claro que nesse jogo o coordenador não entra.

Se conseguirmos manter um bom clima de trabalho e conquistar a confiança e o respeito dos professores, poderemos investir na melhoria constante dos processos de ensino e de aprendizagem. Você concorda?

Quais outras atitudes vocês cultivam para manter um bom relacionamento com e entre os professores? Compartilhem!

Um abraço, Leninha


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Critérios de seleção dos alunos para o grupo de apoio

Ao definir, no plano de intervenção pedagógica, que é necessária a formação de grupos de apoio, torna-se primordial, também, organizar um plano de ação para o funcionamento deles. Esse plano precisa contemplar desde a seleção dos alunos integrantes e dos professores que trabalharão nos grupos, até as reuniões preparatórias e a seleção dos conteúdos e das atividades que serão desenvolvidas.

Hoje, proponho a reflexão sobre a seleção e a identificação de alunos que necessitam de ajuda para que continuem avançando e que, portanto, farão parte dos grupos de apoio. Já me deparei com seleções em que mais da metade da turma foi indicada para participar dos grupos e as justificativas para isso eram baseadas, geralmente, em relatos orais. Como resolver essa situação? Um das estratégias que podem e devem ser utilizadas é o estabelecimento de critérios para o encaminhamento dos estudantes, baseados em dados reais e em registros consolidados.

Dentre os critérios para esta seleção destaco:

  • análise das produções dos alunos;
  • análise de dados das séries, como gráficos e tabelas, sobre o índice de alfabetização;
  • análise dos resultados das crianças com base em registros das atividades realizadas em sala de aula;
  • identificação  dos conteúdos em que os alunos apresentam mais dificuldades, como problemas de leitura, de interpretação de texto, de produção de texto e ortografia, e também de resolução de problemas ou memorização de conteúdo dos fatos fundamentais.

Ao solicitar que os professores selecionem os alunos, devemos pedir também que justifiquem os motivos das indicações. Assim, podemos identificar os critérios utilizados por cada docente e comparar com as normas citadas acima, estabelecidas para todo o conjunto. Muitas vezes, são indicados alunos com problemas de disciplina, concentração e atenção ou alunos com necessidades educacionais especiais (NEE). Para muitos desses, o grupo de apoio pode não ser a estratégia mais indicada.

Após os professores finalizarem a seleção, cabe a nós, coordenadores, questionar: Como organizar esses alunos de forma a atender as necessidades de aprendizagem que eles possuem? Como saber se eles realmente precisam da ajuda do grupo de apoio?

Neste momento, novamente é preciso ouvir os professores e discutir com eles o nível de aprendizado de cada estudante, oferecendo condições para que os docentes percebam que se tratam de necessidades de aprendizagem diferentes e, por isso, os grupos deverão ser divididos de acordo com tais características e não por série ou faixa etária. Isso pode ser realizado, por exemplo, em grupos de alfabetização, de ampliação das práticas de leitura e escrita, de desenvolvimento e de resolução de problemas matemáticos.

É importante criar instrumentos de avaliação que colaborem com todo esse processo. Logo no início da organização dos grupos, é preciso realizar uma avaliação diagnóstica para detectar quais são, de fato, as necessidades de aprendizagens e, com base nisso, levantar as  habilidades e os conteúdos que serão trabalhados. Outro foco é identificar se os estudantes realmente apresentam as dificuldades que os docentes indicaram.

Todo esse processo deve ser discutido com o diretor e apresentado para os pais. Eles devem ser informados sobre os motivos da formação dos grupos, o processo de seleção dos alunos e o plano de trabalho do professor que trabalhará com as crianças, além de detalhes como periodicidade, carga horária, local e quantidade de estudantes. Com tudo organizado e todas as partes de acordo, é partir para a ação!

Aproveito o tema para fazer um convite: a partir de sexta-feira (22 de agosto) você pode acessar a nova edição da revista digital GESTÃO ESCOLAR em iba.com.br/ge. A matéria de capa trata dos grupos de apoio e a leitura certamente poderá contribuir com a reflexão que estamos fazendo aqui no blog!

E vocês, como organizam e definem a seleção dos alunos? Troque conosco sua experiência!

Até a próxima quinta-feira!

Eduarda


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Formação em Música? Sempre preciso estudar muito!

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Alunos do professor de música Roberto Schkolnick ouvindo Adoniran Barbosa, na Escola Jacarandá (Foto: Marina Piedade)

Alunos do professor de música Roberto Schkolnick ouvindo Adoniran Barbosa, na Escola Jacarandá (Foto: Marina Piedade)

O professor de escola de Educação Infantil e do primeiro ciclo do Ensino Fundamental é chamado de polivalente. Ou seja, esse profissional precisa conhecer os conteúdos de Língua Portuguesa, de Ciências, de História, de Geografia, de Matemática, de Artes Visuais, de Educação Física, de Movimento e de Música. Mas isso não é só. Além dos conteúdos, ele também precisa conhecer a didática de cada área para poder elaborar boas situações de aprendizagem e ser uma fonte para as crianças.

É claro que, com tanta coisa, sempre tem uma área que temos menos conhecimento e mais dificuldades para compreender. O meu desafio é a Música! Como é difícil quando eu preciso refletir, abordar e ajudar os professores nos planejamentos e encaminhamentos desse eixo. Por mais que eu tente, minha dificuldade é enorme e deixo muito a desejar!

E olha que eu adoro ouvir música quando estou no carro ou em casa. Estou sempre curtindo MPB , bossa nova, rock ou samba de raiz.  Meu marido é envolvido com essa área, meus filhos têm ótimo ouvido e entendem do assunto e, na minha casa, temos até um piano. Além disso, tenho formação em Arte e tive aula de Música na faculdade!

Quando eu atuava em sala de aula, cantava diariamente com as crianças. Eu tinha um amplo repertório infantil e os pequenos gostavam muito. Hoje, penso que outras professoras que me ouviam cantar deviam ficar preocupadas com tamanha desafinação. Ainda bem que as crianças, muito espertas e com muito mais ritmo do que eu, logo assumiam a cantoria. Eu também colocava músicas clássicas orquestradas nos momentos de arte ou de relaxamento para que pudessem apreciar outros estilos, bem diferentes dos que são mais veiculados na TV e no rádio.

Preciso fazer formação nesse eixo. E agora?

Já atuo há algum tempo como formadora de professores, mas, apesar da dificuldade, nunca me furtei a planejar as formações em Música. Sempre pedia ajuda para os professores com mais conhecimento nesse eixo, assumindo tranquilamente toda a minha dificuldade.  Ainda bem que, nos grupos de professores, sempre tem um ou dois que são dessa área e sempre me ajudaram.

Nos últimos anos, também participei de vários cursos e oficinas. Apreciei muito as aulas, mas, visivelmente, eu tinha mais dificuldade que outros colegas.

O último curso que fiz foi com uma profissional muito competente, chamada Gabriela Vasconcelos Abdalla. Ela é uma professora de Música com muita experiência na Educação Infantil. Aprendemos várias brincadeiras utilizando elementos constituintes do som (altura, duração, timbre e intensidade) com canções infantis do nosso folclore. Foi muito bom! É claro que anotei e gravei tudo para depois, junto com as professoras sabidas em Música, poder planejar as formações.

Outro material que vale a pena ter é o livro Música na educação infantil: propostas para a formação integral da criança (204 págs., Ed. Peirópolis tel. 11/3816-0699, 49 reais), da Teca Alencar de Brito. De uma maneira muito convidativa, a autora nos sugere várias atividades de interpretação e criação de canções, jogos que reúnem som, movimento e dança, jogos de improvisação e escuta sonora e musical, entre outros. O livro é repleto de boas orientações didáticas para o trabalho com o som na Educação Infantil, possibilitando a elaboração de sequências e projetos bem bacanas.

Enfim, com a ajuda do curso, do livro e principalmente de alguns professores, foi possível até eu fazer a formação nesse eixo!

Algum eixo também é desafio para você? Compartilhe!

Um abraço, Leninha


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Como viabilizar grupos de apoio

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink

Criar grupos de apoio para alunos com dificuldades os estimula a continuar aprendendo. (Foto: Manuela Novais)

Na escola em que trabalho, uma das estratégias para tentar sanar as necessidades de aprendizagens dos alunos é a participação deles em grupos de apoio. Esses encontros ora são realizados no mesmo turno de estudos das crianças, ora no contraturno. O objetivo dessa alternância é garantir a participação de todos, independentemente da disponibilidade de transporte ou dos locais onde moram.

Ao desenvolver essa estratégia, é preciso ter muito claro que o trabalho em sala de aula deve ser cada vez melhor, de modo que tenhamos cada vez menos esses grupos. Essa ação é uma das metas do plano de intervenção pedagógica e é avaliada a cada semestre letivo durante o replanejamento. Abaixo, explico a vocês como ela funciona.

Para que serve o grupo de apoio? Para que os alunos se sintam acolhidos nas suas dificuldades e não desistam de aprender. Também usamos o encontro para atender as necessidades específicas dos estudantes. Uma das metas é não gerar o fracasso escolar e estigmas relativos à “incapacidade” das crianças.

Por que ele é feito? Porque os alunos são diferentes uns dos outros, têm necessidades e tempos de aprendizagem distintos e podem ter dificuldades momentâneas, que precisam ser cuidadas para que não se tornem permanentes.

Para quem é? Para alunos que necessitam de um tempo maior e de intervenções diversificadas para a aprendizagem de determinados conteúdos. Por isso, fazemos a seleção dos alunos com critérios bem definidos.

Muitas vezes, é comum que os professores indiquem muitos estudantes para um mesmo grupo. Para evitar a superlotação, fazemos avaliações diagnósticas para selecionar as crianças, registramos os saberes delas e definimos como serão direcionadas as estratégias pedagógicas.

Como viabilizar os grupos de apoio? Para iniciar o trabalho com os grupos e manter a rotina de aprendizagem, algumas condições precisarão ser criadas na escola. Dessa forma, faz-se necessário pensar em alguns aspectos:

• Critérios de indicação dos alunos aos grupos de apoio da escola;

• Seleção e permanência (ou não) dos alunos dos grupos de apoio. A ideia é que essa não seja a única estratégia para sanar as dificuldades dos estudantes;

• Quantidade de grupos de apoio, considerando o número de alunos e de professores;

• Horário de funcionamento dos grupos de apoio (turno ou contraturno);

• Espaço para as aulas de apoio;

• Materiais necessários nessas salas, como letras móveis, cartazes com as letras do alfabeto e outros que sejam necessários;

• Formação de todos os professores da escola para evitar que compreendam este espaço de apoio como transferência de responsabilidades pela aprendizagem dos alunos;

• Intercâmbio entre os professores dos alunos. Para isso, reservamos um horário de reunião entre os professores para compartilhar impressões sobre a aprendizagem dos alunos;

• Relação das crianças com esse outro espaço de aprendizagem. A ideia é pensar em como convidar os alunos a participar desses grupos e como tratar do assunto com os familiares.

Organizar tudo isso requer tempo, dedicação e experiência dos professores envolvidos. O planejamento das estratégias, das atividades que serão aplicadas e os registros de avaliação precisam ser feitos para que todo o processo possa ser acompanhado e avaliado.

Vocês possuem ações como essa na escola que atuam? Compartilhem conosco!

Um abraço, Eduarda


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Os professores querem fazer projetos diferentes no eixo Natureza e Sociedade. E agora?

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
No projeto

No projeto “Quem mora no castelo?”, as crianças comparam diferentes aspectos da vida cotidiana de reis, rainhas, cavaleiros e outros empregados de um castelo (Foto: Gabriela Portilho)

No primeiro semestre deste ano, fiz uma formação extensa sobre o eixo de Natureza e Sociedade na Educação Infantil em uma escola para a qual estou fazendo assessoria. Durante as reuniões, discutimos os critérios para definir um projeto bacana para promover o interesse das crianças pela pesquisa e para estabelecer conexões com os conhecimentos prévios dos pequenos. Na época, todos os professores acharam legal pesquisar sobre as aves e batizou o projeto de “Voa ou não voa?”. Com base em muitos livros bacanas, a turma pôde observar diferentes aves, ouvir o relato de experiências de algumas pessoas que entendiam do assunto e participar ativamente das diferentes situações didáticas. As atividades foram um sucesso entre todos os professores e todas as crianças.

Neste semestre, no entanto, isso não aconteceu. Logo no início do planejamento dos projetos dos últimos meses letivos, surgiu um impasse no trio de professoras das turmas de 4 anos: duas delas queriam propor a pesquisa sobre a vida na Idade Média com o projeto “Quem mora no Castelo?”, mas uma delas, a Dora, não queria realizá-lo de jeito nenhum!

Eu e as colegas da Dora apresentamos vários argumentos para convencê-la: as crianças já possuem alguns conhecimentos via histórias de contos de fada; existem vários filmes que mostram as vestimentas, o tipo de alimentação e os meios de transporte, como O Homem da Máscara de Ferro e Coração Cavaleiro (uma das professoras já havia selecionado algumas cenas!); um dos cantos de faz de conta da sala poderia ser um mini castelo com fantasias, trono, coroas, joias e espadas de plástico, entre outros acessórios. As duas professoras a favor do projeto acreditavam que seria muito bacana buscar e comparar os diferentes aspectos da vida cotidiana de reis, rainhas, cavaleiros e outros empregados de um castelo. Dessa forma, as crianças poderiam ir além de apenas se fantasiar de príncipes e princesas.

Nada disso fez a Dora mudar de ideia.

Por que a professora não queria realizar o projeto?

Dora tinha uma experiência de projeto com essa temática que não havia sido feliz.  Na ocasião, o tema lhe foi imposto e também havia muito pouco material de pesquisa para realizar o trabalho. Ela ainda guardava más lembranças e não havia meios de convencê-la de que agora seria diferente. Por isso, ela achava que existiam outros temas mais instigantes e menos chatos para pesquisar do que o modo de vida da Idade Média.

A contraproposta da professora era fazer um projeto sobre um tema relacionado aos fenômenos da natureza, como a influência dos planetas, do sol e da lua na vida das pessoas. O argumento dela era que já possuía materiais de pesquisa e que as crianças poderiam entrevistas algumas pessoas a respeito de conhecimentos empíricos e científicos. Além disso, os pequenos se interessariam mais sobre esse assunto. Na turma dela, inclusive, ela já havia observado que as crianças possuíam hipóteses interessantes sobre a Terra, o dia e a noite, a chuva e o sol, e outros aspectos.

O que fazer?

As duas propostas de projetos eram boas e passíveis de instigar as crianças a levantar hipóteses, se contagiar pela curiosidade no tema e investigar diferentes materiais de qualidade, como livros, vídeos, sites e entrevistas.

A direção da escola gostaria que as turmas fizessem o mesmo projeto. Algumas tentativas de consenso foram feitas, mas nenhuma parte cedia. Nesse caso, a solução mais prudente foi permitir que acontecessem dois projetos diferentes. A justificava para essa decisão foi que o interesse e disponibilidade de professor e das crianças precisavam estar em foco e, por isso, se levaria em consideração os temas que mestre e alunos demonstravam mais interesse – na sala da professora Dora, por exemplo, os pequenos já tinham várias curiosidades sobre os fenômenos da natureza, incentivados por ela. O objetivo das atividades seria estabelecer conexão com os conhecimentos prévios das crianças e lhes dar possibilidade de fazer boas pesquisas e perguntas e aprender de maneira lúdica e instigante. Dessa forma, as situações didáticas prevaleceriam sobre a temática.

A escola, por outro lado, também ganharia com a diversidade de projetos realizados, porque teria duas propostas escritas e testadas no seu portfólio de planejamentos.

E na sua escola, já aconteceu algo semelhante?

Um abraço, Leninha


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Trabalho de campo: como coletar e utilizar dados sobre o ensino

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O foco da observação precisa ser planejado e organizado numa planilha para registro. (Foto: Manuela Novais)

Somente quando paramos para refletir sobre nossa própria rotina é que percebemos o quanto trabalhamos para melhorar a prática dos professores em sala de aula, vocês não acham? Já mencionei em um texto anterior que utilizo a análise de cadernos como ferramenta pedagógica para diagnosticar o que vem sendo desenvolvido pelo docente em sala de aula e identificar possíveis conteúdos que vão fazer parte do plano de formação. Na verdade, essa análise faz parte de um trabalho de campo um pouco mais amplo, realizado por mim e por muitos outros coordenadores na escola regularmente.

O que é o trabalho de campo?

Ele é uma ação que engloba a coleta e/ou registro de dados, obtém informações relativas ao fenômeno observado ou ao objeto de estudo. Na função de coordenador, esse mecanismo é utilizado quando surge a necessidade de observar, num período determinado de tempo, o cotidiano e a rotina da escola, a prática e a gestão da sala de aula, o planejamento do professor e a comparação entre o conteúdo que deve ser ensinado e o que está sendo ensinado. Enfim, são fatores que demonstram qual é o objeto de ensino e o que as crianças estão, de fato, aprendendo.

Ao observar tudo isso, posso diagnosticar como está sendo desenvolvido o trabalho pedagógico da escola, identificar o que está sendo trabalhado pelo professor, quais são as estratégias utilizadas e se o que está sendo discutido em reuniões pedagógicas está chegando à sala de aula.

O que é preciso para realizar o trabalho de campo?

  • Definir o espaço de tempo em que o trabalho de campo será realizado;
  • Listar os objetos de análise (cadernos, espaço da sala de aula, planejamento do professor,  o registro do docente em sala);
  • Levantar que aspectos serão observados (pauta de observação e tabulação)
  • Comunicar ao professor que o trabalho será realizado e que o resultado terá uma devolutiva individual. Caso mais de um profissional tenha a mesma necessidade, o conteúdo vira tema de formação;
  • Registrar o documento com fotos e reflexões;
  • Socializar com a gestão da escola o trabalho pronto;
  • Fazer uma devolutiva para o professor apresentado os tópicos observados;
  • Ouvir do docente o que ele pensa sobre o foco de análise e quais serão as possíveis ações de intervenção;
  • Elencar os indicadores de aprendizagens dos professores e ter clareza sobre quais intervenções podem ser realizadas de imediato e quais precisam estar num plano de formação.

O resultado desse trabalho me permite acompanhar e monitorar o percurso pessoal da prática de cada docente, de acordo com os conteúdos discutidos ao longo do processo de formação. Dessa forma, consigo levantar os indicadores de aprendizagem dos professores e planejar as intervenções.

Como exemplo, gostaria de compartilhar um trabalho de campo que foi realizado na escola que coordeno hoje, que pode ser acessado aqui.

E vocês, realizam registros de observações dos saberes e necessidades dos professores que coordenam?

Até a próxima quinta-feira!

Abraços, Eduarda


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A história de João e de sua integração na escola

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
A adaptação e integração de crianças que entram pela primeira vez numa escola podem ser difíceis. (Foto: Shutterstock)

A adaptação e integração de crianças que entram pela primeira vez numa escola podem ser difíceis. (Foto: Shutterstock)

João (nome fictício) começou a frequentar a escola no início do segundo semestre. Aos 5 anos de idade, era a primeira vez que ele entrava numa instituição de ensino. O grupo de professores e os gestores já tinham lidado com casos como esse antes, no entanto, com João havia algumas especificidades que nunca haviam sido vivenciadas.

A adaptação do menino não foi nada fácil. Nos primeiros dias, ele ficava o período inteiro num canto e não brincava nem conversava com os colegas, por mais que a professora e algumas crianças o convidassem para jogar bola ou ir ao canto de faz de conta. João não se soltava e grudava no irmão mais velho, que lhe fez companhia o tempo todo. O irmão também não se comunicava muito, porque era bastante tímido e sempre abaixava a cabeça quando lhe perguntavam algo.

Foram quatro dias sem nenhum sucesso.

Na sexta-feira, quinto dia que João estava na escola, a mãe da Mariana (nome fictício), uma colega do menino, trouxe um par de tênis e dois agasalhos para o garotinho novo da sala a pedido de sua filha, que estava muito preocupada. Mariana havia dito à mãe que estava fazendo muito frio e o colega só usava chinelo e uma blusinha fininha. Outra coleguinha também havia lhe contado que João morava próximo a sua casa e que sua família era bem pobre e habitava uma casinha de madeira que não tinha banheiro. Sensibilizada, a mãe da menina pediu à filha que mostrasse o garoto para ter noção de seu tamanho e providenciou o tênis e os agasalhos.

Achamos uma graça a preocupação da Mariana e a atenção da mãe, mas também ficamos um pouco preocupadas, pois a turma parecia saber bastante sobre o João e a escola não. Até aquele momento, nem as professoras nem as gestoras tinham encontrado os familiares, porque a matrícula do menino foi efetuada pelo pai durante o recesso e ninguém compareceu à primeira reunião de pais do segundo semestre. Os convites para marcar um horário para conversar enviados para casa através do irmão também ficaram sem resposta.

Uma visita que fez toda diferença

O jeito foi ir até a casa da criança. E quantas foram as descobertas ao chegar lá! De fato, a moradia do João era um barraco feito de tábuas no quintal da casa de uma tia. Foi ela que recebeu a professora e contou um pouco sobre a história da família. Os pais eram analfabetos (por isso, de nada adiantava enviar bilhetes para a família), assim como o irmão mais velho, que sempre largava a escola para trabalhar nas colheitas. Os dois meninos passam os dias sozinhos e livros, papéis e lápis eram materiais inéditos ao caçula. Outra informação que nos chamou atenção foi que nenhum dos dois sabia utilizar o banheiro – eles corriam para o mato sempre que precisavam fazer suas necessidades, como era costume na região da qual vieram.

A história que a tia nos contou só contribuiu para que todos da equipe escolar tivessem um olhar diferenciado para o processo de adaptação de João. Por isso, elencamos algumas estratégias específicas para integrar o menino, como apresentar cada espaço da escola, ensiná-lo a usar o banheiro e talheres e convidar seu irmão para participar de algumas atividades com ele, como pedir que cuidasse do grupo que jogava bola no campinho – nessa hora, os professores apenas observavam de longe para não intimidar.

Na sala, a professora apresentou o material do dia a dia e, em vez de insistir para que João o utilizasse, preferiu dividir tudo em duas caixas: uma com giz de cera, canetinhas e papéis e outra com jogo de encaixe e alguns carrinhos. A ideia era que, a cada dia, o menino levasse uma caixa para casa e fosse se familiarizando aos poucos com os objetos utilizados nas aulas e também tivesse materiais para brincar junto com o irmão.

Como crianças são muito espertas e se adaptam muito mais rapidamente do que adultos, alguns dias já levaram João a se entrosar um pouco melhor com o grupo e se arriscar a jogar bola com os colegas. Foi na hora da história que o menino começou a se soltar mais. Ele ficava encantado e se permitia rir e se fascinar com o mundo mágico da literatura.

Agora, além de continuar o processo de adaptação e de conquista da autonomia na escola, temos o objetivo de ensiná-lo a escrever o nome próprio e incentivá-lo a participar das diferentes situações didáticas.

Você já passou por uma situação tão delicada assim? Compartilhe conosco!

Um abraço, Leninha


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Cronograma de ações do coordenador pedagógico

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
O estabelecimento de um cronograma com metas objetivas, de curto e médio prazos, ajuda o coordenador a aproveitar melhor o tempo na escola (Foto: Manuela Novais)

O estabelecimento de um cronograma com metas objetivas, de curto e médio prazos, ajuda o coordenador a aproveitar melhor o tempo na escola (Foto: Manuela Novais)

No dia a dia da escola, vão surgindo inúmeras situações que acabam alterando o planejamento previsto. São pais que aparecem na escola sem marcar horário, problemas que o professor não conseguiu administrar sozinho na sala de aula, docentes que tiveram de se ausentar por algum motivo, materiais pedidos que não ficaram prontos… No fim da jornada, sempre tenho aquele sentimento de algo que ficou para trás.

Dentro da minha rotina, uma das minhas reflexões cotidianas é como eu poderia lidar melhor com o tempo para poder atender a todas as demandas.  O meu período de trabalho na escola é de 24 horas semanais e eu coordeno uma equipe de dez docentes, além de ter de cumprir outras funções, como fazer observação de sala de aula e fazer reuniões com a minha diretora. Como dar conta de todas essas responsabilidades em tão pouco tempo?

Uma das estratégias que utilizo é o estabelecimento de um cronograma com as ações semanais e mensais que devo realizar em busca das minhas metas estabelecidas no bimestre que estão  de acordo com o plano de intervenção pedagógica e o plano de formação dos professores. Em um dos textos que escrevi aqui no blog (clique aqui para ler), sobre esse último plano, mencionei que organizo um cronograma para cumpri-lo. Hoje, vou fornecer mais detalhes sobre ele.

Como organizo o cronograma

O meu cronograma é bem simples e construído depois de levantar os conteúdos e determinar o plano de formação. Nesse documento consta como e quando vou cumprir tudo, assim, evito me perder com as tarefas imprevistas.

Como exemplo, gostaria de compartilhar o meu cronograma do início deste bimestre (clique aqui para vê-lo). Ele possui as seguintes metas:  avaliação do primeiro semestre, replanejamento,  apoio aos professores no levantamento dos conteúdos do bimestre, cumprimento do  plano de formação,  organização da rotina dos docentes  e previsão de avaliações internas. Muita coisa para apenas dois meses, não? A saída é realmente a organização.

Como formato esse documento

  •  Organizo uma tabela e a preencho com as ações que devo realizar, quais serão as estratégias usadas, as funções dos envolvidos e quais materiais serão utilizados;
  • Coloco o que e quem deverá cumprir a ação/atividade naquela semana ou dia para que, no prazo estabelecido, eu consiga identificar o que eu devo fazer e o que os professores  precisam me entregar. Por exemplo, se tenho uma reunião de análise de dados da escola, começo a pensar na duração desse encontro e em quais condições deverão ser garantidas para conseguir chegar ao meu objetivo. Para isso, muitas vezes antecipo também o cronograma dos professores, que preparam os materiais que vamos usar com antecedência;
  • Costumo utilizar cores para poder identificar bem rapidamente o que é minha tarefa e qual é a dos professores;
  • Ao determinar um conteúdo no plano de formação dos docentes, planejo quais materiais vou utilizar e de que forma. Por exemplo, se vou discutir o conteúdo “pontuação” na formação dos professores, peço a eles que planejem uma atividade com o conteúdo e faço previsão de uma observação de sala. Tudo isso para colher subsídios e escrever adequadamente a pauta da reunião, também já determinada no cronograma;
  • Comunico e compartilho com os professores o documento, pois eles devem saber quais são as ações previstas para aquele bimestre e poder enxergar o processo formativo.

Ao comparecer na supervisão semanal comigo, após o conhecimento do cronograma, o professor já tem em mente o que vamos planejar ou qual será nossa reflexão para o período.

E vocês? Também organizam cronogramas mensais ou semanais?

Abraços, Eduarda


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