Reunião de pais para finalizar o ano letivo

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
Na reunião de fim de ano, os pais precisam compreender as ações e projetos realizados na escola. Caso contrário, não entendem as propostas e têm a intenção apenas de cobrar boas notas. (Foto: Manuela Novais)

Na reunião de fim de ano, os pais precisam compreender as ações realizadas na escola. Caso contrário, têm a intenção apenas de cobrar boas notas. (Foto: Manuela Novais)

Na semana passada, escrevi sobre a avaliação do processo de ensino e aprendizagem para o fechamento do ano. Hoje, falo sobre a organização da última reunião de pais nesse período e os assuntos que devem ser priorizados nela.

Reunir-se com os responsáveis do aluno é sempre uma oportunidade para estreitar uma relação de parceria. Esse encontro assume importância de acordo com o projeto político pedagógico (PPP) da escola, que define o papel da instituição e da família na Educação das crianças.

É preciso definir a pauta da discussão de acordo com cada momento específico. Na reunião de fim de ano, os pais precisam compreender as ações e projetos realizados na escola. Caso contrário, não entendem as propostas e têm a intenção apenas de cobrar boas notas.

Organizo os temas que serão abordados após analisar os dados referentes à aprendizagem dos alunos. O conteúdo deve ser discutido entre a coordenação pedagógica e a equipe de professores, considerando alguns aspectos essenciais:

- Acolhimento dos familiares;

- Discussão sobre os temas mais relevantes no último bimestre/semestre;

- Definição de uma boa estratégia para apresentar as ações aos pais;

- Apresentação dos resultados finais dos alunos e as análises feitas pelos professores;

- Seleção das produções de alunos para compartilhar os conteúdos trabalhados e a aprendizagem de cada um;

- Organização dos materiais que serão apresentados (cadernos, portfólios, produções, entre outros);

- Retrospectiva das principais ações desencadeadas pela escola com a apresentação de imagens;

- Avaliação dos pais sobre o trabalho realizado: escutá-los é importante para saber suas perspectivas;

- Plano de intervenção pedagógica definido para o semestre: quais serão as metas para o ano letivo que se iniciará.

Além dos temas gerais, definimos em parceria o que será priorizado na reunião. Cada professor possui suas especificidades e, por isso, a pauta deve ser feita de acordo com a realidade de cada turma.

A participação dos pais na vida escolar dos filhos é cada vez mais importante para alcançar bons resultados. Por isso, é essencial dar atenção a momentos como esses em que os docentes compartilham com as famílias todo o processo desenvolvido na sala de aula.

E vocês, como organizam a reunião de pais para finalizar o ano letivo?

Um bom recesso, boas festas e um ótimo 2015.

Abraços,

Eduarda


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Arrume tudo antes de fechar a escola para as férias

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Depois de muito trabalho, é hora de organizar tudo aquilo que foi usado dentro e fora da sala de aula (Foto: Gabriela Portilho)

Depois de muito trabalho, é hora de organizar tudo aquilo que foi usado dentro e fora da sala de aula (Foto: Gabriela Portilho)

Não me considero uma acumuladora, mas confesso que sempre acho bom guardar impressos que ainda não estão digitalizados, exemplares de revistas ligadas à Educação e matérias publicadas em jornais que podem servir de referência para uma formação de professores ou uma reunião com as famílias. Outra mania é juntar caixas, sucatas e acessórios que podem compor um canto de faz de conta ou virar peça de jogos.

É claro que, depois de um ano inteirinho de muito trabalho e investimentos em materiais e planejamentos, é hora de verificar o que, de tudo o que usamos, precisa mesmo ser guardado, o que pode ser reaproveitado no ano que vem depois de passar por reparos e o que deve ser descartado. Por isso, eu já comecei a organizar os impressos e escolher o que deve ou não ficar, tomando cuidado para não descartar cadernos com registros e produções de crianças que mostram diferentes fases da escrita de palavras e números. Esses documentos são uma preciosidade como material a ser utilizado nas formações.

Nas salas de aula também há muito que organizar. Para tanto, haverá um dia não letivo no qual os professores dos dois períodos estarão dedicados somente a fazer isso e os funcionários serão divididos para auxiliar nas classes, retirando cortinas, lavando peças, entre outras atividades. Enfim, tem muito serviço a ser feito.

Para nortear a organização, eu e a equipe docente elaboramos a seguinte lista de tarefas:

  1. Conferir quais jogos estão completos, quais estão faltando peças, mas podem ser juntados com os de outra sala para ficar completo e quais precisam mesmo ser descartados.
  2. Retirar tudo dos armários para ser limpo e listado.
  3. Elaborar uma listagem dos livros que compõem o cantinho da leitura e guardá-los dentro do armário.
  4. Separar cartolinas, papéis laminados, camurça e papel kraft que restaram: as folhas inteiras voltam para o almoxarifado, as outras podem ser recortadas e guardadas para serem utilizadas no canto da colagem no próximo ano.
  5. Lavar todos os acessórios dos cantos de faz de conta e colocá-los em caixas identificadas.
  6. Separar sobras de lápis de cor e canetinhas, tesouras, acessórios de modelagem, pincéis e outros que podem ser reaproveitados.
  7. Separar por cor as sobras de giz de cera e entregar ao funcionário responsável pelo almoxarifado. Ele vai derretê-los e criar outros formatos.

E você, já deu conta de tudo na sua escola? Se sim, ótimas férias! Se, como eu, ainda está na luta, força, que é a reta final e o período de descanso está chegando!

Boas festas para todos e que 2015 seja repleto de aprendizagem!

Um grande abraço, Leninha


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Um balanço pedagógico no final do ano letivo

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
Com a chegada das férias, é hora de analisar as ações que desenvolvemos durante o ano e organizar a finalização delas com os docentes. (Foto: Manuela Novais)

Com a chegada das férias, é hora de analisar as ações que desenvolvemos durante o ano e organizar a finalização delas com os docentes. (Foto: Manuela Novais)

O ensino e a aprendizagem são processos distintos: nem tudo aquilo que o professor ensina é assimilado pelos alunos. Uma única didática não garante a aquisição dos conteúdos, pois cada indivíduo constrói conhecimentos apoiados em suas experiências de vida e em sua bagagem cultural.

Por isso, quando elaboramos uma avaliação, devemos levar em conta tanto aquilo que foi aprendido quanto às condições oferecidas pelo docente. Nesse sentido, o aluno não é o objeto da avaliação, como se fosse o único responsável pelos seus êxitos e fracassos. Ele é sujeito ativo de um processo pedagógico que deve ser permanentemente acompanhado e planejado para satisfazer suas necessidades de aprendizagem.

Com a chegada das férias, é hora de analisar as ações que desenvolvemos durante o ano e organizar a finalização delas com os docentes. Além disso, é um bom momento para antecipar o planejamento do próximo ano. Compartilho com vocês alguns aspectos importantes para avaliar as aprendizagens adquiridas pelas turmas e identificar novos desafios que precisam ser trabalhados:

- Análise das produções dos estudantes: com um estudo comparativo, observamos os avanços com base nas condições didáticas oferecidas e levantamos necessidades de aprendizagem por turma.

- Organização dos índices de alfabetização: identificamos o progresso nas hipóteses de escrita dos alunos e tabulamos os níveis de cada um.

- Análise do rendimento das turmas e dos alunos por disciplinas.

- Identificação dos conteúdos trabalhados de acordo com os níveis de escolaridade do currículo da escola.

- Apresentação dos dados para o diretor: discutimos em parceria a organização das turmas para o ano letivo que se iniciará.

- Identificação dos alunos que necessitam de apoio na aprendizagem.

- Planejamento das reuniões de pais: junto com a gestão, planejamos a reunião de pais para fechar o ano letivo com a exposição dos trabalhos dos alunos. Assim, proporcionamos a eles uma avaliação da escola e do progresso dos filhos.

Há muito trabalho para fazer, mas, priorizando as ações que descrevi, consigo finalizar o ano satisfeita com o resultado do trabalho desenvolvido.

E vocês, que ações organizam no final do ano em parceria com a gestão e a equipe de professores?

Abraços,

Eduarda


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Todos os funcionários precisam de um momento de reflexão e planejamento

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Leninha Ruiz com a equipe de funcionários da EMEI Maria Alice Pasquarelli (Foto: Gabriela Portilho)

Leninha Ruiz com a equipe de funcionários da EMEI Maria Alice Pasquarelli (Foto: Gabriela Portilho)

Nas duas últimas semanas, falamos sobre a necessidade de discutir a continuidade de projetos, sequências e atividades permanentes no ano que vem e de reconhecer o trabalho realizado pelos professores. No entanto, não podemos nos esquecer de avaliar e distinguir as contribuições de todos os outros funcionários.

Como todos sabem, uma escola vai muito além da sala de aula. Ao longo dos meses, realizamos atendimentos, fazemos matrículas, planejamos eventos institucionais, cuidamos da infraestrutura, servimos a merenda… Todas essas atividades envolvem secretárias, cozinheiras, pessoal da manutenção e da limpeza e porteiros. Portanto, é muito pertinente organizar uma reunião para analisar as ações que envolveram todos, ainda que tenha sido apenas por um dia, como exposições, mostras culturais ou festas. Muitas vezes, é apenas nesse encontro que temos a oportunidade de ouvir uns aos outros e elencar metas para o ano seguinte coletivamente.

Como organizar a reunião

O objetivo desse momento é considerar o que deve continuar e o que precisa ser aperfeiçoado para o ano seguinte. O foco do que e como será discutido deve ser definido de acordo com a realidade de cada escola.

Vou dar um exemplo. Ajudei uma instituição a organizar a hora do lanche para que as crianças se servissem com autonomia. Então, nesse encontro de avaliação, que ainda está para acontecer, a ideia é conversar se a organização do espaço físico e a dinâmica do autosserviço funcionaram bem e refletir sobre o papel de cada um para deixar o lugar sempre limpo e organizado.

Para nortear a discussão, elenquei alguns indicadores (você pode vê-los aqui) a serem comentados pelos funcionários presentes – entreguei o documento com antecedência, assim, todos poderão antecipar as reflexões que serão expostas na reunião. Entre eles, estão itens como cronograma, divulgação do cardápio e definição das atribuições.

Cada um poderá expor suas ideias e ouvir o outro lado, apontando o que está bom, o que deve permanecer e dando sugestões de adequação. Teremos, ao todo, 40 minutos para, democraticamente, encontrar a melhor logística para o momento do lanche e a melhor divisão das responsabilidades. Assim, garantimos que todos entendam os motivos de eventuais mudanças e se engajem na melhoria da ação no ano que vem.

Como as avaliações estão incluindo todos na sua escola?

Um abraço, Leninha


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Como organizar o espaço em que ocorre a formação dos professores

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
Assim como o professor precisa pensar no espaço da sala de aula, o coordenador também tem o dever de refletir sobre a organização do cantinho da formação. (Foto: Manuela Novais)

Assim como o professor precisa pensar no espaço da sala de aula, o coordenador também tem o dever de refletir sobre a organização do cantinho da formação. (Foto: Manuela Novais)

Na semana passada, escrevi sobre o que a organização do espaço da sala de aula revela sobre a escola. Essa reflexão é um aspecto que também deve ser levado para os professores.

Certa vez, ao estudar esse tema com outra formadora, levantamos a seguinte questão: Além da sala de aula, como poderíamos pensar em um espaço representativo para a formação dos docentes? E como poderíamos organizar e registrar esses encontros para que todos da comunidade escolar pudessem identificar o que eles estão estudando? Após essa análise, resolvi organizar a sala de formação de acordo com os mesmos princípios que usei para pensar nas salas de aula.

Em um primeiro momento, socializei fotos, planejamentos e produções dos alunos nas paredes. Depois, aprimorei a organização com registros detalhados das práticas e reflexões dos docentes. Após essa mudança, os próprios educadores passaram a fazer registros mais elaborados, pois sabiam que eles iriam para o nosso mural.

Durante os encontros, discutimos temas importantes e trabalhamos com muitos documentos: planejamentos, relatórios, registros e produções dos alunos, pautas de reuniões, imagens das salas de aula, vídeos, devolutivas, gráficos de rendimentos e textos de estudos. Esses materiais são muito bons e não costumam ser compartilhados com os colegas da escola. Dar visibilidade para eles, registrando aspectos importantes do que está sendo trabalhado na formação, é uma das ações que podemos exercer em nossa função de coordenador. A comunidade escolar precisa saber o que os educadores estão realizando naquele semestre e eles, por sua vez, devem ter seu trabalho valorizado e reconhecido.

Assim como o professor precisa pensar no espaço da sala de aula, o coordenador também tem o dever de refletir sobre a organização do cantinho da formação. Ele pode ser a sala dos professores, uma sala específica de reuniões ou até mesmo a sala do coordenador. Por mais simples que seja, esse ambiente divulga o trabalho que os docentes e coordenadores realizam e incentiva a melhoria das nossas práticas.

E vocês, já organizaram um espaço para socializar os materiais das formações?

Até quinta que vem!

Eduarda


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Na avaliação de fim de ano, reconheça o trabalho dos professores

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
No final do ano, destaque as particularidades do trabalho de cada professor (Foto: Shutterstock)

No final do ano, destaque as particularidades do trabalho de cada professor (Foto: Shutterstock)

Quando o final do ano letivo se aproxima, começamos a fazer avaliação de tudo. Queremos saber como está a aprendizagem das crianças, o que deu certo ou errado nos planejamentos de cada eixo, o que funcionou ou precisa ser repensado nos projetos institucionais e por aí vai. E é claro que a avaliação do trabalho desenvolvido pelos professores também faz parte!

Neste momento, no entanto, essa atividade se diferencia de outros períodos do ano, como a do fim do primeiro semestre, quando temos o objetivo de realizar redirecionamento de foco ou aperfeiçoamento de algum aspecto. No final do ano, já não há mais tempo para efetuar mudanças, portanto, a finalidade da avaliação é reconhecer e valorizar o trabalho de cada profissional.

Vou dar um exemplo para ficar mais claro. Se um professor ainda tem muito a aprender e melhorar na prática dele, isso já deveria ter sido trabalhado em alguma reunião de formação ou diretamente com ele, caso contrário, essa questão deve ser registrada pela equipe de direção (o acesso a essas anotações é restrito) para que, no início do ano seguinte, o docente receba suporte pedagógico caso continue na escola.

Agora em dezembro, o que interessa é destacar particularidades do trabalho de cada professor. Todas as pessoas são passíveis de elogio, a depender de seus saberes e esforços. Então, se um profissional teve um desempenho muito bom em sala de aula, ele deve ser elogiado. Se outro não foi tão bom, mas fez um ótimo trabalho de parceria com as famílias, é esse aspecto que deve ser reconhecido. Agora, se um docente ainda tem muito que melhorar, mas se esforçou para participar e contribuir com materiais nos planejamentos, isso pode ser valorizado. O importante é não fazer comparações, mas investir no relacionamento e na autoestima dos profissionais. Afinal, lidamos com seres humanos.

Sugestão de avaliação

Em uma reunião com os professores, distribua um cartão personalizado para os participantes, com o nome de cada um. Esse cartão passará por cada colega, pelo diretor e pelo coordenador para que todos possam escrever uma qualidade da pessoa em questão. No final da atividade, cada profissional recebe o seu, em forma de registro da avaliação de final de ano.

Acredito que essa dinâmica é bem bacana, pois muitas vezes nem imaginamos como cada um é visto no grupo. Todos encontram palavras de elogio e de reconhecimento para os colegas. O compartilhamento da leitura dos cartões é opcional.

Você concorda que final de ano é tempo de reconhecimento? Como garante que isso ocorra aí na sua escola?

Um abraço, Leninha


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O que a organização do espaço da sala de aula revela

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
A sala de aula precisa estar afinada com a proposta pedagógica da escola, com diferentes agrupamentos das crianças, cartazes dos docentes e produções dos alunos. (Foto: Manuela Novais)

A sala de aula precisa refletir a proposta pedagógica da escola, com diferentes agrupamentos das crianças, cartazes dos docentes e produções dos alunos. (Foto: Manuela Novais)

A concepção que os profissionais da Educação têm sobre a construção do conhecimento diferencia o projeto pedagógico de cada escola, assim como a maneira como os espaços disponíveis são utilizados. A organização do ambiente escolar reflete a “alma” da instituição e o compromisso com os estudantes. As paredes e demais elementos indicam: o aluno é um sujeito ativo e principal ator na produção e apropriação do conhecimento ou, pelo contrário, é um receptor passivo das informações.

Na escola em que trabalho, notei que as crianças estavam sempre enfileiradas e as salas de aula não comunicavam o que as crianças estavam aprendendo. Por isso, percebi a necessidade de discutir com os professores sobre o espaço destinado à aprendizagem. Observamos se as salas possuíam os seguintes aspectos:

- Disposição das carteiras de acordo com as estratégias de ensino;

- Cartazes que identificam as necessidades de aprendizagem da turma de acordo com os conteúdos trabalhados;

-Presença das produções dos alunos, de combinados e sistematizações de conteúdos;

- Cantinho garantido para cada disciplina do currículo de acordo com a necessidade de exposição.

Para tematizar o assunto, pesquisei imagens de salas de aulas afinadas com nossa proposta pedagógica, com diferentes agrupamentos das crianças, cartazes dos docentes, produções dos alunos e registros de sistematizações de ideias. Durante a discussão em uma reunião com professores, fiz questões como: O que este espaço está comunicando? Esta sala de aula é do aluno e para ele? Ele é sujeito deste local? Assim, pudemos refletir sobre como a organização contribui com o ensino e a aprendizagem e criar estratégias para que o ambiente se tornasse um aliado do docente.

No livro Quem Educa Quem?de Fanny Abramovich, há uma entrevista muito interessante de Madalene Freire sobre esse tema: “Quando as crianças, no início do ano, entram na sua sala de aula, as paredes estão totalmente brancas… não há nada dependurado nelas, não existe nenhum material exposto, apenas o essencial para uma organização mínima: bancos e coisas assim… Então, começamos a habitar esse espaço, sentir o corpo atuando nele. Após as atividades desenvolvidas pelas crianças em função dos projetos didáticos e dos conteúdos estudados com eles… E aí, no final do ano, há um céu no teto, todo pintado ou cheio de recortes, mil coisas… Um vão minúsculo, na parede, foi descoberto, e está lá demonstrado, apontado… A sala tem e reflete tudo o que aconteceu durante o ano, nas aulas de Matemática, de Alfabetização, de informação sobre planetas, etc… Estão lá, em destaque, o quadro das descobertas feitas e o quadro das dúvidas levantadas, porque conhecer não é só saber… É duvidar! Desta relação, que é de vida, é que vai se criando e se habitando esse espaço”.

A organização da escola, não apenas da sala de aula, mas de todas as áreas, depende do que a gestão espera da aprendizagem dos estudantes. O coordenador pedagógico precisa estar sempre atento a isso, mas a parceria com toda a equipe é essencial. Discutir com os docentes pode ser o pontapé inicial para reflexões e mudanças que devem fazer parte do projeto político pedagógico da instituição, que deve ser do aluno, para o aluno e para toda a comunidade escolar.

E vocês, já refletiram com os professores sobre essa questão? O que revelam os espaços da escola em que você trabalha?

Um abraço e até a semana que vem!

Eduarda


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É hora de fazer a avaliação dos planejamentos

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
O objetivo de avaliar os planejamentos no final do ano é validar ou não a permanência de tais propostas no ano seguinte (Foto: Gabriela Portilho)

O objetivo de avaliar os planejamentos no final do ano é validar ou não a permanência de tais propostas no ano seguinte (Foto: Gabriela Portilho)

No final do ano, todos os projetos, sequências e atividades permanentes elaborados para cada um dos eixos e realizados em cada turma precisam ser foco de reflexão coletiva. O objetivo é validar ou não a permanência de tais propostas no próximo ano e analisar o que pode ser melhorado. Afinal, nada como começar o ano letivo tendo uma avaliação registrada do que foi bom, do que permanecerá e do que precisa de ajustes, não é mesmo?

Cabe ao coordenador pedagógico preparar cuidadosamente as reuniões com os grupos de professores. Para garantir que elas sejam focadas, só participam os docentes que realizaram os mesmos planejamentos.

Vou exemplificar esse trabalho com base na organização que fiz para as educadoras das turmas de 5 anos. Com as crianças dessa idade, realizamos duas sequências de atividades, em Movimento e Matemática, e quatro projetos, nos eixos de Oralidade, Leitura e Escrita, Artes Visuais e Natureza e Sociedade. Para cada um desses eixos, elaboro um roteiro de avaliação me baseando exclusivamente no planejamento proposto.

Ao todo, são cinco professoras, duas do período da manhã e três da tarde. Para reuni-las, reservei um horário de trabalho pedagógico coletivo (HTPC) à tarde (as duas turmas desse período participarão de uma série de brincadeiras organizadas por uma estagiária e uma mãe voluntária enquanto estamos reunidas). Quando não é possível contar com a presença de todas num mesmo período, realizamos a avaliação em dois horários e, depois, eu junto o resultado das discussões.

Antes do encontro, envio por e-mail para as professoras o roteiro de análise do planejamento de cada eixo (veja aqui um exemplo do projeto de Natureza e Sociedade).  Assim, elas já saberão com antecedência qual será o foco da reflexão. No momento da reunião, enquanto discutimos os projetos e as sequências, eu me encarrego de preencher o formulário de avaliação. Geralmente, levamos de 15 a 30 minutos para falar de cada planejamento – depende muito se ele está bem escrito e funcionando bem há alguns anos ou se foi testado pela primeira vez neste ano.

Como acompanhar todos os grupos

Como o tempo é curto e as salas são muitas, não é possível o coordenador acompanhar a avaliação dos planejamentos de todos os grupos. Então, é preciso fazer escolhas. Com os educadores das turmas de 3 anos, por exemplo, privilegio o acompanhamento da avaliação dos eixos de Oralidade e de Artes Visuais, uma vez que tenho algumas sugestões de alteração. No grupo das classes de 4 anos, compareço às discussões da sequência de atividades de Movimento e de Leitura e Escrita, pois quero ouvir as reflexões dos professores. Por outro lado, no grupo dos professores das turmas de 5 anos, estarei presente o tempo todo, pois todos são novatos na escola. Quando não posso estar, escolho um professor do grupo para liderar a discussão.

Fazer essa maratona de avaliações é algo bem trabalhoso, principalmente para o coordenador. No entanto, eu garanto que é muito importante realizá-la, porque, no ano seguinte, teremos um registro de avaliações baseadas em experiências reais, o que nos permitirá decidir se vale a pena ou não manter determinadas atividades.

E na sua escola, como ocorre a avaliação dos planejamentos?

Um abraço, Leninha


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A parceria entre coordenador e professor em aulas conjuntas

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
A coordenadora deve ter o cuidado de se posicionar como uma parceira do professor desde o primeiro momento até a avaliação dos resultados.

A coordenadora deve ter o cuidado de se posicionar como uma parceira do professor desde o primeiro momento até a avaliação dos resultados. (Foto: Manuela Novais)

Já escrevi aqui no blog sobre como procuro ajudar os professores que têm alguma dificuldade para lecionar. Agora, quero focar uma estratégia específica que utilizo em situações como essa: a aula planejada e realizada conjuntamente. Antes de mais nada, vale dizer que isso pode ser realizado até com professores experientes. Nesses casos, a observação poderá contribuir para a ampliação do repertório de procedimentos utilizados por ele ou para ter uma maior compreensão sobre determinadas intervenções didáticas.

Tenho o cuidado de sempre me posicionar como uma parceira do professor desde o primeiro momento até a avaliação dos resultados. Sei que a simples observação da minha conduta não ensinará tudo o que é necessário. Afinal, competências profissionais não são construídas por imitação. Portanto, tomo alguns cuidados para que essa atividade seja bem-sucedida:

Preparação – Explico detalhadamente o que deve ser feito com antecedência, durante o planejamento da aula, realizado totalmente em parceria. Refletimos juntos sobre o tema, os objetivos, a forma como os alunos serão organizados, o desenvolvimento da atividade e as intervenções que deverão ser realizadas. Esse plano é feito na supervisão semanal antes do dia da aplicação.

Ser um exemplo – O coordenador deve servir de modelo para o professor. Por isso, tenho um cuidado extra com detalhes importantes como a definição do escopo da aula, a seleção do material, a escolha das estratégias e as ações realizadas em sala para ajudar os alunos a avançar em seus conhecimentos.

Observação e ação – O papel do professor durante a aula aplicada por mim não é só o de um mero expectador. Durante o planejamento, também combinamos o que cada um vai fazer na hora H. Procuro garantir que o docente tenha uma participação importante na atividade e experimente algumas das intervenções, aproveitando também para andar pela classe e ver coisas que normalmente não conseguiria verificar.

Avaliação – Uma das estratégias que utilizo para tematizar a atividade com o professor é a gravação em vídeo. Ao assistir a minha atuação posteriormente, podemos identificar as estratégias utilizadas, as reações dos alunos e as intervenções que poderiam ser modificadas (sim, porque mesmo com tanto planejamento nem sempre tudo dá certo como imaginamos).

Após todas essas ações, chega o momento do professor realizar novas atividades em sala e os papéis se invertem. Nessa hora, eu volto a ser observadora da aula dele. E continuamos parceiros, voltando ao tema em novas reuniões para sempre buscar avanços na prática de sala de aula.

E vocês, realizam parcerias assim com seus professores?

Até quinta-feira.

Abraços,

Eduarda


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Apresentando a proposta pedagógica às famílias dos novos alunos

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Para esclarecer a proposta pedagógica e o funcionamento diário da instituição, é interessante reunir os responsáveis antes do início do ano letivo (Foto:  Gabriela Portilho)

Para esclarecer a proposta pedagógica e o funcionamento diário da instituição, é interessante reunir os responsáveis antes do início do ano letivo (Foto: Gabriela Portilho)

Nas redes públicas, é comum os familiares matricularem os filhos na instituição mais próxima de casa. Portanto, eles não optam necessariamente pela proposta pedagógica ou pelos espaços e serviços oferecidos, algo bastante comum no caso da rede particular. Por conta disso, pode acontecer de muitos pais terem uma ideia estereotipada do dia a dia da escola de Educação Infantil, vendo-a como um lugar que vai apenas cuidar dos pequenos. Além dessa visão equivocada, alguns familiares acreditam que os professores devem dar tarefas ou que as crianças podem entrar e sair no horário que quiserem.

Para esclarecer qual é o papel, a proposta pedagógica e o funcionamento diário da instituição, é interessante reunir os responsáveis após o fim do período de matrícula. A divulgação do encontro fica mais fácil se, no ato da matrícula, for entregue a todos um impresso com os dias e horários disponíveis para a reunião e qual será a pauta abordada. Dessa maneira, os responsáveis podem se organizar para participar de alguma delas.

Quando bem planejada, essa ação contribui muito no acolhimento e na construção de um relacionamento com as famílias, além de, é claro, ajudar na adaptação dos pequenos no início do próximo ano.

A pauta do encontro

O ideal é que a reunião de pais não ultrapasse uma hora de duração –  mais que isso fica cansativo e difícil, já que a maioria das famílias leva as crianças na reunião. Portanto, é preciso planejar e priorizar quais são os aspectos mais importantes a serem tratados naquele momento. Na escola onde eu trabalhava, por exemplo, já teve um ano que fez parte da pauta orientar a família a não comprar lancheira ou mochila. Os pais, muito empolgados, compravam bolsas enormes mesmo não havendo necessidade de as crianças levarem materiais ou trocas de roupa, já que elas permaneciam apenas meio período na escola.

Abaixo, listo alguns assuntos fundamentais, por ordem de prioridade:

  1. Apresentar a equipe da escola;
  2. Mostrar os diferentes espaços e as salas de aula, preferencialmente num dia de aula para que os pais vejam os professores e as crianças em ação;
  3. Explicitar qual será a rotina das crianças. Na escola que coordenei, fiz um vídeo de 10 minutos mostrando um dia de aula com cenas de diferentes momentos: a entrada dos pequenos, o momento do diversificado, as atividades coletivas, a merenda, o parque e a saída. Com um vídeo como esse, é possível esclarecer muitas coisas, inclusive que os alunos ficam muito felizes no novo ambiente, e, assim, diminuir grande parte da ansiedade dos pais de primeira viagem, que ficam muito inseguros em deixar os filhos na escola;
  4. Falar sobre o processo de adaptação, explicitando os cuidados e a experiência da escola, assim como orientar todos para esse período;
  5. Apresentar, rapidamente e com clareza, quais são os eixos de trabalho e os objetivos de cada um. Faz muita diferença as famílias conhecerem a proposta pedagógica e saber que o filho terá experiências e aprendizagens em Língua Oral, Leitura e Escrita, Artes Visuais, Matemática, Movimento, Música e Natureza e Sociedade na Educação Infantil;
  6. Outros assuntos, como lista de material, uniforme e as formas de comunicação entre escola e família;
  7. Tirar dúvidas dos pais.

Na minha experiência, fazer essa reunião antes do fim do ano vale muito a pena, porque o início do ano seguinte fica mais organizado e as famílias ficam mais confiantes. Além disso, tudo se reflete na sala de aula e na aprendizagem das crianças, que é o mais importante de tudo, não é mesmo?

Na sua escola também existe alguma organização no final do ano com vistas ao próximo? Compartilhe conosco!

Um abraço, Leninha


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