Como fazer a semana pedagógica em pouco tempo

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
É importante criar um ambiente escolar agradável em que todos se sintam a vontade para propor ações e metas a serem desenvolvidas durante o ano escolar. (Foto: Manuela Novais)

É importante criar um ambiente escolar agradável em que todos se sintam a vontade para propor ações e metas a serem desenvolvidas durante o ano escolar. (Foto: Manuela Novais)

Com o fim das férias e o início de um novo ano letivo, chega o momento de organizar as ideias, avaliar o ano anterior e estabelecer novas metas. No entanto, para planejar o retorno às aulas, é preciso levar em conta a realidade de cada escola e cada município. Enquanto algumas instituições possuem uma semana de organização pedagógica, outras reservam somente um ou dois dias para realizar o planejamento.

Neste ano, terei somente um dia para fazer uma reunião com toda a equipe. Portanto, preciso saber o que deve ser priorizado e definir os conteúdos básicos para esse primeiro encontro. Em seguida, durante o resto da semana, os aspectos específicos das turmas serão discutidos individualmente com cada um.

Para me organizar, elaboro uma lista das ações que preciso desenvolver:

- Planejamento da semana pedagógica: antes da reunião com os docentes, é essencial reunir-se com a equipe gestora para definir as atividades que deverão ser desencadeadas nesta semana.

- Avaliação do ano anterior: durante o ano letivo, anoto ideias e sugestões para repensar algumas práticas que não estão sendo muito eficazes. Na avaliação, retomo os meus registros para nortear a discussão com os professores. É o momento de escutá-los e buscar ajustes e melhoramentos na aplicação do PPP, garantindo um trabalho de parceria. Essa avaliação com o grupo é uma ótima oportunidade para elaborar atividades que auxiliem e melhorem cada vez mais a prática pedagógica.

- Organização básica das turmas: organizo as turmas em parceria com a equipe gestora e apresento aos docentes a lista dos seus alunos. Depois, realizo reuniões individuais para conversar sobre os dados das turmas e o currículo específico de cada uma, além de identificar os alunos com mais necessidades de aprendizagem.

- Reuniões individuais: com os dados de cada turma em mãos (documentos, mapas de aprendizagens, fichas individuais, relatórios de resultados, índices de alfabetização e conteúdos trabalhados), analiso e apresento para o professor a turma que lecionará. Conhecer o perfil de cada aluno e da classe como um todo é essencial para traçar metas e objetivos para o ano.

- Organização da agenda: é importante construir o calendário escolar com a participação dos educadores. Juntos, a equipe gestora e os docentes devem definir os horários de formação permanente em que toda a equipe deverá estar presente e aqueles que serão realizados individualmente. Também é um bom momento para fazer uma previsão de datas para as reuniões de pais.

- Planejamento da primeira semana de aula: nesse encontro, discutimos como será feito o acolhimento dos alunos e as atividades que serão propostas para um melhor conhecimento das turmas. O coordenador pode abordar de forma geral o que deve ser feito nesse período para que os docentes iniciem seu planejamento.

Também considero importante criar um ambiente escolar agradável em que todos se sintam a vontade para propor ações e metas a serem desenvolvidas durante o ano escolar.

E vocês, como organizam o planejamento do início do ano?

Abraços,

Eduarda


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Orientações pedagógicas iniciais: as faixas etárias e as intervenções eficazes

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Na semana pedagógica, reserve um dia para discutir as características de cada faixa etária e as intervenções mais pertinentes (Foto: Gabriela Portilho)

Na semana pedagógica, reserve um dia para discutir as características de cada faixa etária e as intervenções mais pertinentes (Foto: Gabriela Portilho)

Na última semana, compartilhei com vocês como organizo a semana pedagógica. Nesse texto (vocês podem ler aqui), disse que, no segundo dia da semana, é pertinente fazer uma reunião por nível com os diferentes grupos de professores. A ideia é reservar um momento para discutir as características de cada faixa etária, suas necessidades de aprendizagem e as intervenções mais pertinentes. Certamente, isso qualificará o trabalho da equipe, uma vez que as orientações para as turmas de 2, 3, 4 e 5 anos diferem muito.

O cronograma que pensei para me reunir com cada um desses grupos foi o seguinte:

Horário Professores das turmas de
7h às 9h 2 anos
9h15 às 11h 3 anos
11h às 12h 4 anos
13h30 às 15h30 5 anos

Como vocês podem perceber, o menor tempo foi destinado para os professores das crianças de 4 anos e o maior para os das turmas de 5 anos. A razão para isso é que, na escola em que atuo, todos os docentes do primeiro grupo já são experientes, enquanto o segundo conta com a maior parte dos novatos. Outra questão que é importante destacar é que, no período em que não estão em reunião comigo, os professores continuam a organização das salas de aula e dos materiais que serão expostos nela, como listagem dos alunos, cartões de chamada, entre outros.

Como acontece a reunião

Quando elaboro a pauta dos encontros, destaco duas questões que deverão ser discutidas com todos os grupos de professores.

  1. Quais são as melhores atividades para o período de adaptação em cada faixa etária?
  2. Como organizar a sala de aula considerando a idade e a autonomia das crianças?

Com base nelas, promovo um debate e incentivo que a equipe compartilhe o conhecimento que já tem e dê dicas para qualificar a prática do colega.

Entrego um impresso com duas colunas: a primeira já preenchida com as características da faixa etária e a segunda em branco sobre as possíveis intervenções pedagógicas (clique aqui para ver o exemplo da turma de 2 anos). O objetivo é preenchê-la junto com os professores (levo uma cola comigo para não me esquecer de nenhum item fundamental. Veja aqui), garantindo que eles se sintam autores desse registro. Para tanto, é preciso que o coordenador dê voz a todos, tomando cuidado para controlar aqueles que querem dominar a conversa ou fugir do tema e incentivando aqueles que ficam calados, por timidez ou por ser novo no grupo.

Nessa reunião, também apresento um arquivo de imagens que colecionei ao longo dos anos, com boas soluções de organização da sala de aula. Com base nelas, falo sobre cantos de leitura e de faz de conta, prateleiras de jogos e brinquedos, bons modelos de murais, entre outros aspectos.  Uma boa foto pode mostrar claramente o que esperamos do professor e o quanto a organização pode impactar na construção da autonomia dos pequenos.

E você, já elencou o que é prioridade ser abordado nas primeiras reuniões com os professores?

Um abraço, Leninha


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A elaboração do plano de trabalho das disciplinas

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
Além de detectar as necessidades de aprendizagem dos alunos, os docentes precisam compreender que as modalidades organizativas podem promover aprendizagens distintas (Foto: Manuela Novais)

Além de detectar as necessidades dos alunos, os docentes precisam compreender que as modalidades organizativas promovem aprendizagens distintas (Foto: Manuela Novais)

Muitas decisões precisam ser tomadas no início do ano letivo levando em conta o percurso do ano anterior em aspectos como o conteúdo trabalhado, as condições didáticas oferecidas e os resultados alcançados. Uma delas é como elaborar o plano de trabalho na área de cada disciplina, que deve definir o que será abordado em sala de aula e quais atividades serão propostas.

Nesse período, organizo uma reunião com os professores para traçar as diretrizes do plano para cada etapa da escolaridade, levando em consideração as avaliações dos anos anteriores. Além de identificar os conteúdos que devem ser priorizados, uma das condições para a elaboração dessa pauta é o levantamento das modalidades organizativas que serão utilizadas. É tarefa do docente descobrir qual delas (as atividades permanentes, as sequências didáticos ou os projetos) se adapta melhor a cada conteúdo.

No caso de Língua Portuguesa, por exemplo, o professor deve reconhecer a diferença entre realizar um projeto de contos ou uma sequência didática de leitura de várias versões de um conto; entre a realização de atividades de leitura e escrita em um projeto ou a realização das mesmas no contexto de atividades permanentes. O trecho abaixo, retirado do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa), do Ministério da Educação (MEC), serve de apoio a essa reflexão:

“(…) a defesa dos projetos como modalidade privilegiada de organização dos conteúdos escolares não significa que tudo passa a ser abordado por meio de projetos. É tarefa do professor identificar qual a melhor forma de abordar o que deve ensinar aos alunos: há conteúdos que não demandam um tratamento por meio de projetos, há conteúdos que não têm uma contextualização possível, há conteúdos que precisam ser sistematizados, e outros não, há conteúdos que são recorrentes em toda a escolaridade, e outros circunstanciais… O fundamental é saber que os conteúdos escolares são ensinados para que os alunos desenvolvam diferentes capacidades (ou seja, estão a serviço dos objetivos de ensino): a forma de abordá-los deve ser aquela que melhor atende ao propósito de desenvolver essas capacidades.”

Portanto, além de detectar as necessidades de aprendizagem dos alunos de cada ano, os docentes precisam compreender que, de acordo com a modalidade escolhida, as situações didáticas podem promover aprendizagens distintas. É preciso garantir o equilíbrio e a diversidade das atividades, tendo em vista que elas podem cumprir diferentes propósitos e objetivos. Definidos os conteúdos e a forma de ensiná-los, o plano semestral estará pronto para ser colocado em prática.

E vocês, como elaboram o plano de trabalho para o primeiro semestre?

Um abraço e até a semana que vem,

Eduarda


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A semana pedagógica numa escola de Educação Infantil

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Na semana pedagógica, reservo tempo para organizar o espaço físico, definir o plano de adaptação e planejar as atividades do ano

Na semana pedagógica, reservo tempo para organizar o espaço físico, definir o plano de adaptação e planejar as atividades do ano

Em escolas que atendem crianças até 5 anos, existem muitas especificidades para levar em conta na semana de planejamento. Duas delas são principais. A primeira é que o professor precisa estar bem ciente das características da faixa etária com a qual ele vai trabalhar, algo que pautará suas ações ao longo de todo o ano. A segunda é que uma boa e eficaz organização do espaço físico é uma intervenção pedagógica determinante para a implantação de um ambiente que impacta diretamente na construção da autonomia da criança, um dos objetivos centrais dessa etapa da Educação Básica.

Abaixo, compartilho com vocês um cronograma de semana pedagógica, no qual reservo tempo para discutir com a equipe essas duas questões principais, além de outras, como o plano de adaptação, o planejamento anual e a pauta da reunião de pais. Para formulá-lo, considero que os professores permanecem meio período na escola, diariamente.

1º dia: Acolhimento e explicitação dos combinados da escola

Nesse dia, a primeira ação é realizar um acolhimento dos professores, estagiários e funcionários, apresentando os modos de funcionamento da instituição para os novatos e relembrando-os para os veteranos. Depois disso, o coordenador pedagógico pode convidar os docentes a explorar a sala na qual vão trabalhar, verificar quais materiais precisarão ser providenciados, delegar algumas tarefas para os estagiários e dividir o trabalho com o colega que atuará no período contrário. No texto da semana passada (clique aqui para ler), vocês podem encontrar as diretrizes que adotei para esse primeiro encontro de forma mais detalhada.

2º dia: Reunião por nível

No segundo dia de trabalho, o coordenador pedagógico precisa organizar um cronograma para se reunir com os grupos responsáveis pelas turmas de cada faixa etária. Para que ninguém fique sem atividade, enquanto uma equipe é atendida, a outra pode continuar a arrumação. A pauta dessa reunião é conversar sobre as características específicas de cada nível e refletir sobre as ações e intervenções do professor, que dependem da idade das crianças. Vou tratar sobre esse assunto com mais cuidado na próxima semana, mas já adianto que o coordenador deve providenciar com antecedência os materiais que serão utilizados para o estudo, como fotos das diferentes formas de organizar uma sala de aula e de montar cantos de faz de conta, as possiblidades de arranjo de listas, calendários, produções das crianças e alfabeto nas paredes, e cópias dos projetos e sequências que já foram realizados nos anos anteriores e que serão revisadas para a utilização neste ano.

3º dia: Elaboração do plano de adaptação e da pauta da reunião de pais

Mesmo que as crianças já tenham frequentado a escola nos anos anteriores, elas sempre precisam de um tempo para se adaptar à nova rotina, ao novo professor e à nova sala. Os pequenos que estão chegando pela primeira vez, precisam de ainda mais atenção por parte da equipe, que também tem de lidar com as expectativas e ansiedades das famílias. Portanto, é imprescindível a formulação de um plano de adaptação, que deve ser compartilhado com as famílias na reunião de pais. Dessa maneira, elas podem ficar mais seguras sobre o que os filhos farão. Nas próximas semanas, também vou preparar um texto só para falar sobre isso. Outra atividade prevista para o terceiro dia da semana pedagógica é a preparação da pauta da primeira reunião com os responsáveis. Nela, devemos prever, além do esclarecimento sobre o período de adaptação, a explicação da rotina e das metas da escola.

4º dia: Reflexão sobre as situações didáticas

Reunidos por nível, os professores iniciam a escrita e revisão dos planos do primeiro semestre. A ideia não é concluir tudo nesse dia, uma vez que os profissionais precisam de algum tempo para conhecer o perfil das turmas, mas começar a pensar nos objetivos e situações didáticas mais adequados em cada eixo (Oralidade, Leitura e Escrita, Matemática, Arte, Movimento, Música e Natureza e Sociedade), de acordo com a faixa etária. Nesse momento, o coordenador deve retomar os planejamentos já testados e avaliados (clique aqui para saber mais). A continuação desse trabalho será retomado cerca de 10 dias depois, para que a equipe defina o planejamento. Se possível, suspenda as aulas por dois dias ou utilize o horário de trabalho pedagógico coletivo (HTPC) para esse trabalho.

5º dia: Continuação dos planejamentos do dia anterior

Em São José dos Campos, onde trabalho, as escolas não costumam ter cinco dias para realizar o planejamento do início do ano. Em geral, são apenas dois. No terceiro, acontece a reunião de pais e, no quarto, o início das aulas. No entanto, quando é possível reservar a semana toda, deixamos o 5º dia para dar continuidade às reflexões sobre as situações didáticas.

É muito trabalho para iniciar bem o ano, não é? Mas eu garanto que vale a pena começar com tudo bem organizado e planejado!

Um abraço, Leninha


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A organização da rotina dos alunos com necessidades educacionais especiais

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
Conhecer a deficiência e entender como ela se manifesta é uma ação importante para valorizar as potencialidades do aluno e não exigir demais dele. (Foto: Shutterstock)

Conhecer a deficiência e entender como ela se manifesta é uma ação importante para valorizar as potencialidades do aluno e não exigir demais dele. (Foto: Shutterstock)

Na semana passada, escrevi sobre o atendimento de crianças portadoras de necessidades educacionais especiais (NEE) na escola em que atuo. Hoje, gostaria de compartilhar algumas das ações que realizo com os professores para integrar esses alunos na comunidade e compreender as singularidades de cada um.

Na escola, atendemos um aluno com paralisia cerebral que frequenta a instituição deste a Educação Infantil. Observando a rotina dele, verifiquei que ele passava a maior parte do tempo dentro da sala de aula, acompanhado por um professor de apoio. A maior preocupação desse docente era a alfabetização e o desenvolvimento dos conhecimentos matemáticos da criança. Mas como desenvolver as outras habilidades?

Para responder a essa questão, iniciei uma pesquisa com o professor regente e o de apoio sobre as características desse aluno. Conhecer a deficiência e entender como ela se manifesta é uma ação que considero importante para valorizar as potencialidades do aluno e não exigir demais dele.

Após o estudo, discutimos quais atividades deveríamos propor para que ele participasse ativamente do contexto social e cultural da escola. As etapas foram as seguintes:

1) Observação da rotina do aluno e levantamento das intervenções com os docentes: nesta etapa, investiguei os conhecimentos que o professor tinha sobre a deficiência e quais seriam as suas necessidades de aprendizagem para lidar com a criança.

2) Estudo da deficiência e das potencialidades que deveriam ser desenvolvidas: muitas vezes, o professor não conhece o tipo de deficiência que o aluno tem, o que ele é capaz de fazer e quais atividades podem ser planejadas. Por isso, estudar cada caso é importante para de fato incluir a criança respeitando sua individualidade.

3) Planejamento detalhado e organização da rotina do aluno: planejamos em conjunto as atividades que seriam realizadas na sala de aula. Elas foram elaboradas com base em nossos estudos, de forma a incluir o aluno na rotina da escola. Organizamos, então, momentos de leitura; aulas práticas de Geografia, História, Ciências, Arte e Educação Física; jogos e brincadeiras; apresentações culturais e festas. Já para os momentos individuais, pensamos em atividades específicas.

4) Avaliação do processo: a avaliação foi feita por meio do registro das falas do aluno, fotos, vídeos e relatórios do professor.

5) Apresentação dos registros para os pais ou responsáveis: organizamos dois momentos específicos com os pais ao longo do processo. No primeiro encontro, explicamos as atividades desenvolvidas, levando em conta as possibilidades dentro da nossa realidade. No segundo, ouvimos as percepções dos pais e apresentamos as nossas observações sobre a aprendizagem e o desenvolvimento da criança.

Após esse trabalho, que foi iniciado há um ano e meio, o aluno passou a ser enxergado na rotina da sala de aula. As atividades estão sendo aprimoradas a cada dia, e acredito que as dúvidas e questionamentos dos professores ficaram para trás.

E vocês, que ações realizam para incluir e valorizar os alunos com NEE?

Até a próxima quinta-feira!

Eduarda


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Construindo a pauta da primeira reunião com a equipe

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
No início do ano, é necessário integrar os novatos e retomar os combinados do dia a dia com todos (Foto: Gabriela Portilho)

No início do ano, é necessário integrar os novatos e retomar os combinados do dia a dia com todos (Foto: Gabriela Portilho)

O início do ano é um momento bem gostoso na escola. Com a bateria recarregada das férias, voltamos com ânimo para recomeçar e com a intenção de fazer um trabalho melhor do que o do ano anterior. Nessa época, também nos deparamos com novos profissionais que vêm compor a equipe junto com os veteranos. Por isso, é preciso compartilhar com eles o que se espera de seu trabalho e como é o funcionamento da instituição. Essa é uma tarefa da primeira reunião com o grupo, que tem como meta integrar os novatos e retomar os combinados do dia a dia com todos.

É claro que toda escola tem suas peculiaridades, com modos próprios de funcionamento e procedimentos que constituem a identidade da Instituição. O que funciona numa escola com apenas seis salas de aula, por exemplo, pode não dar certo num lugar com dez ou 12 salas, assim como será determinante para a organização do trabalho se o atendimento é de meio período ou de período integral. De qualquer maneira, o que é comum a todas as instituições é que as condutas que já foram testadas e aperfeiçoadas precisam estar registradas para nortear as ações futuras e – o mais importante – precisam ser comunicadas para assegurar que todos estejam cientes.

Diretrizes para o encontro

Vou compartilhar com vocês as diretrizes de uma escola que atende cerca de 350 crianças de 2 a 5 anos, em meio período.

No ano anterior, notamos que muitos encaminhamentos precisavam ser alinhados para garantir uma unidade na ação dos diferentes professores. Para isso, montamos uma comissão composta por três docentes, dois funcionários e da equipe de direção para elaborar um documento com orientações claras sobre os procedimentos mais adequados em algumas situações. Esse documento, chamado de Orientações Gerais (clique aquipara ver um exemplo), será compartilhado na primeira reunião com professores e estagiários, esclarecendo que tal documento será anualmente revisado e que novos itens ainda poderão fazer parte dele.

A pauta do primeiro encontro, que acontecerá numa segunda-feira, é bem simples. Abaixo, compartilho o que imaginei para esse momento.

Acolhimento (30 minutos): receber todos os professores e estagiários com café e biscoitos. Será um momento descontraído para que novatos e veteranos possam se conhecer e conversar livremente. A equipe de direção ficará atenta para inserir todos no bate-papo.

Apresentações e orientações gerais (60 minutos): pedir a cada pessoa que se apresente, dizendo onde vai atuar e onde atuou no ano anterior. Na sequência, entregar uma cópia das Orientações para os participantes com a recomendação de deixá-la colada no seu caderno de registros ou na pasta de planejamento para eventuais consultas.   Ler e explicar cada um dos itens.

Apresentar o cronograma da semana (15 minutos): dizer que haverá um dia para reunião por nível com a coordenação (terça-feira) dois dias para o planejamento (quarta e quinta-feira), e outro dia para a reunião de pais (sexta-feira). Na semana seguinte, iniciam-se as aulas.

Organização da sala de aula (120 minutos): será o momento mais longo da reunião, pois cada dupla de professor (o da manhã e o da tarde) se dirigirá a sua classe e precisará retirar todos os materiais dos armários e das caixas para organizá-los nas prateleiras. Também será necessário forrar os murais e providenciar a listagem com os nomes dos alunos para confeccionar os crachás para as primeiras semanas de aula. Essa organização terá continuidade na quarta e quinta-feira, dias de planejamento.

Recomeçar é muito bom e, se instauramos um clima de parceria e comprometimento desde o início,  podemos fazer a diferença nos resultados do trabalho pedagógico e no bom relacionamento entre todos, não é mesmo?

Bom recomeço para você!

Um abraço, Leninha


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Como garantir que a escola seja de fato para todas as crianças

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
A escola deve garantir que a criança tenha condições de participar das atividades e se integrar na comunidade. (Foto: Manuela Novais)

A escola deve garantir que todas as crianças tenham condições de participar das atividades e se integrar na comunidade. (Foto: Manuela Novais)

A inclusão tem ganhado importância nos últimos anos, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. A Constituição de 1988 determina o acesso ao Ensino Fundamental regular a todos, e deixa claro que as crianças com necessidades educacionais especiais (NEE) devem receber atendimento especializado complementar. Esse processo, no entanto, é uma tarefa difícil e que exige o empenho de todos os envolvidos.

 Na escola que coordeno, o que mais me ajudou a lidar com as especificidades de aprendizagem dos alunos foi observar o contato entre eles e os docentes no cotidiano da sala de aula. Com isso, constatei que os professores não possuíam o preparo necessário para trabalhar com essas crianças. Eles faziam muitas perguntas: O que fazer? Quem deve fazer? Quem vai me ajudar? Eu vou ficar sozinho na sala? Assim, foi preciso elaborar um processo formativo para estudar e compreender as características dos estudantes com NEE.

Nosso caminho inicial foi planejar ações concretas para garantir a aprendizagem de todos, levando em conta as potencialidades de cada um. Foi essencial compreender a necessidade de cada aluno e identificar as medidas que poderíamos tomar não somente no aspecto pedagógico, mas também social e cultural, como a participação em apresentações, gincanas, teatros, oficinas e atividades recreativas.  O ensino deve propiciar o desenvolvimento da criança em todos os aspectos, para que ela tenha condições de participar das atividades e se integrar na comunidade.

A cobrança dos pais também era algo que me preocupava muito. Como apresentar para eles o trabalho desenvolvido e promover um avanço nas aprendizagens dos estudantes? Constatei que a participação das famílias é essencial para que a inclusão seja efetiva e, por isso, elas devem ser incluídas em todo o processo. A gestão da escola precisa se comunicar com os pais e responsáveis para conhecer melhor a criança e descobrir as suas características pessoais. Isso garante que o ritmo e as singularidades de cada aluno sejam respeitados e valorizados.

Hoje, acredito que promover uma inclusão efetiva cabe na prática ao professor e à escola, por meio da observação e do planejamento das atividades e das aulas de forma eficaz. Além disso, também depende da participação ativa da família, que pode ajudar a instituição a lidar melhor com os pequenos.

E vocês, como lidam com os alunos com necessidades educacionais especiais?

Abraços,

Eduarda


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Uma reflexão sobre o planejamento semanal com os professores

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
Para conseguir fazer tudo, preciso planejar muito bem minha rotina. Nela, as reuniões com os professores são prioridade (Foto: Manuela Novais)

Para conseguir fazer tudo, preciso planejar muito bem minha rotina. Nela, as reuniões com os professores são prioridade (Foto: Manuela Novais)

A rotina da coordenação pedagógica precisa ser bem planejada para contemplar as atividades com os professores, os seus próprios estudos, a observação de sala de aula e as reuniões com a equipe gestora. Apesar de todas as tarefas serem muito importantes, a coordenadora Eduarda Mayrink considera que os encontros com os docentes devem ser prioridade. Por isso, ela reserva um tempo determinado da semana para eles.

Neste texto, um dos mais lidos do ano, ela conta como elabora o planejamento semanal de acordo com a rotina de cada um e explica como prepara os conteúdos que serão abordados nas formações. Confira!


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Pensando sobre a organização da sala de alfabetização

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Alfabeto na parede na sala da turma de 4 e 5 anos na EM Jandira Caetano Ribeiro, em São José do Rio Preto (Foto: Eick Mem)

Alfabeto na parede na sala da turma de 4 e 5 anos na EM Jandira Caetano Ribeiro, em São José do Rio Preto (Foto: Eick Mem)

Ao entrar na sala de um professor, Leninha Ruiz viu murais com sol e nuvens sorridentes, alfabeto ilustrado com desenhos estereotipados e listas com letras iniciais destacadas. A reunião de formação que ela planejou para abordar com os professores a presença de aspectos como esses numa sala de alfabetização foi o episódio mais comentado do blog este ano. Em meio a diferentes opiniões, a blogueira defendeu que, antes de expor algum item na classe, é preciso refletir sobre como eles ajudam na aprendizagem das crianças.

Após a repercussão do texto (clique aqui para lê-lo), Regina Scarpa, coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita (FVC) e doutora em Educação, também comentou o assunto, respondendo a dúvidas sobre a organização das salas de aula das turmas de alfabetização. Confira aqui.

E você, coordenador, o que acha sobre isso? Ainda dá tempo de refletir sobre o assunto para o ano que vem!


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Reunião de pais para finalizar o ano letivo

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
Na reunião de fim de ano, os pais precisam compreender as ações e projetos realizados na escola. Caso contrário, não entendem as propostas e têm a intenção apenas de cobrar boas notas. (Foto: Manuela Novais)

Na reunião de fim de ano, os pais precisam compreender as ações realizadas na escola. Caso contrário, têm a intenção apenas de cobrar boas notas. (Foto: Manuela Novais)

Na semana passada, escrevi sobre a avaliação do processo de ensino e aprendizagem para o fechamento do ano. Hoje, falo sobre a organização da última reunião de pais nesse período e os assuntos que devem ser priorizados nela.

Reunir-se com os responsáveis do aluno é sempre uma oportunidade para estreitar uma relação de parceria. Esse encontro assume importância de acordo com o projeto político pedagógico (PPP) da escola, que define o papel da instituição e da família na Educação das crianças.

É preciso definir a pauta da discussão de acordo com cada momento específico. Na reunião de fim de ano, os pais precisam compreender as ações e projetos realizados na escola. Caso contrário, não entendem as propostas e têm a intenção apenas de cobrar boas notas.

Organizo os temas que serão abordados após analisar os dados referentes à aprendizagem dos alunos. O conteúdo deve ser discutido entre a coordenação pedagógica e a equipe de professores, considerando alguns aspectos essenciais:

- Acolhimento dos familiares;

- Discussão sobre os temas mais relevantes no último bimestre/semestre;

- Definição de uma boa estratégia para apresentar as ações aos pais;

- Apresentação dos resultados finais dos alunos e as análises feitas pelos professores;

- Seleção das produções de alunos para compartilhar os conteúdos trabalhados e a aprendizagem de cada um;

- Organização dos materiais que serão apresentados (cadernos, portfólios, produções, entre outros);

- Retrospectiva das principais ações desencadeadas pela escola com a apresentação de imagens;

- Avaliação dos pais sobre o trabalho realizado: escutá-los é importante para saber suas perspectivas;

- Plano de intervenção pedagógica definido para o semestre: quais serão as metas para o ano letivo que se iniciará.

Além dos temas gerais, definimos em parceria o que será priorizado na reunião. Cada professor possui suas especificidades e, por isso, a pauta deve ser feita de acordo com a realidade de cada turma.

A participação dos pais na vida escolar dos filhos é cada vez mais importante para alcançar bons resultados. Por isso, é essencial dar atenção a momentos como esses em que os docentes compartilham com as famílias todo o processo desenvolvido na sala de aula.

E vocês, como organizam a reunião de pais para finalizar o ano letivo?

Um bom recesso, boas festas e um ótimo 2015.

Abraços,

Eduarda


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