Como fazer a reunião de pais se tornar um momento formativo

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
Organizar uma boa reunião de pais depende das estratégias que utilizamos para que os pais entendam o foco do trabalho. (Reprodução/Youtube)

Organizar uma boa reunião de pais depende das estratégias que utilizamos para que os pais entendam o foco do trabalho. (Reprodução/Youtube)

A reunião de pais é um momento importante na minha rotina de coordenadora. Nela, conheço a realidade das famílias e construo uma relação de parceria. O meu objetivo é transformar a reunião em um espaço formativo, compartilhando qual é a concepção de ensino adotada pela escola. Por isso, procuro comunicar aos pais o que os docentes estão trabalhando e a maneira como os conteúdos chegam à sala de aula.

Na escola que coordeno, os encontros ocorrem geralmente em cinco momentos: um no início do ano letivo e outros a cada final de bimestre. Antes do dia marcado, discuto a pauta com a equipe gestora, planejo os temas que serão abordados junto com os professores e preparo os materiais que irei utilizar. Esse planejamento prévio das estratégias é importante para garantir a presença, permanência e participação dos pais.

Durante o planejamento com o professor, definimos os principais assuntos que precisamos conversar com os pais, como o plano de formação dos alunos, as necessidades de aprendizagem, o desenvolvimento da criança, os momentos relevantes na rotina e as atividades realizadas. Desta forma, aproximamos os familiares do que está acontecendo na escola e conquistamos o apoio deles no acompanhamento das atividades extraclasse.

Organizar uma boa reunião depende das estratégias que utilizamos para que os pais entendam o foco do trabalho. Um exemplo prático dessa organização acontece nas classes de alfabetização. Geralmente, no início do ano, organizo um encontro para apresentar os níveis de escrita das crianças e a evolução no domínio da leitura e escrita.  Em uma reunião como essa, posso selecionar como material as produções de alunos em diferentes hipóteses, vídeos de um diagnóstico de escrita realizado na sala, exemplos de atividades e textos que serão utilizados pelo professor e os objetivos que pretendemos alcançar. Em seguida, procuro esclarecer como eles podem ajudar nesse processo. Depois que comecei a realizar essas reuniões, percebi mudanças em relação à participação dos pais no acompanhamento dos filhos, além de uma melhor interação com os professores.

Outro fator importante que não posso deixar de considerar é o horário previsto para a reunião acontecer. Ele deve ser decidido levando em conta a realidade do local, as características da comunidade e a disponibilidade dos familiares. Ao levar em consideração o melhor período para todos, criamos um compromisso duradouro e produtivo entre as famílias e a escola.

E vocês, coordenadores, como organizam as reuniões de pais?

Abraços,

Eduarda


TAGS: , ,

Deixe um comentário

Coordenador pedagógico de gabinete? Não dá!

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
O coordenador deve ser parceiro do professor e trazer a prática para a discussão. Para isso, ele também precisa conhecer a realidade da sala de aula (Foto: Gabriela Portilho)

O coordenador deve ser parceiro do professor e trazer a prática para a discussão. Para isso, ele também precisa conhecer a realidade da sala de aula (Foto: Gabriela Portilho)

Uma professora que voltou para sala de aula recentemente, após atuar por 6 anos como assessora adjunta na secretaria de Educação de seu município, veio me pedir ajuda para elaborar os planejamentos para a turma de 4 anos. Ela estava em dúvida de quais encaminhamentos seriam mais adequados. Tivemos o seguinte diálogo:

Eu – A coordenadora pedagógica de sua escola não está te ajudando? Ela seria a pessoa certa para fazer isso, porque eu não conheço os projetos nem sua turma.

Ela – A coordenadora é bem inteligente, sempre leva muitos textos para lermos nos horários de trabalho pedagógico coletivo (HTPCs) e faz grupo de estudos sobre os pensadores da Filosofia, Educação e Psicologia. Além disso, ela elabora vários documentos para a Secretaria de Educação. Por isso, ela é muito ocupada.

A resposta me surpreendeu e, na hora, pensei “como assim?”. Estudar a teoria e não fazer relação com a prática na sala de aula? Ficar elaborando documentos e não acompanhar o que acontece nas turmas da escola na qual é responsável? Insisti:

– Ela te mostrou os planejamentos dos anos anteriores? Explicou como é a rotina e quais são os objetivos e conteúdos a serem desenvolvidos na sua turma?

Depois da conversa, entendi que a coordenadora em questão faz o que chamamos de atuação de gabinete: fica na sala dela o dia todo e não acompanha a prática dos professores, nem atua como parceira mais experiente do docente. Já estamos em meados de março e, até agora, ela não havia ido às salas de aula nem uma vez, mesmo depois de a professora ter solicitado apoio porque queria discutir a integração de uma aluna com deficiência.

Como deve ser a atuação do coordenador?

Atuar como coordenador é ser responsável pela formação dos professores e apoiá-los na sua prática, ajudando-o a olhar para a turma e incentivando a troca de saberes com os colegas. Apenas ler textos teóricos sem relacioná-los com o trabalho pedagógico não ajuda em nada o docente. A formação deve se pautar, portanto, com base no que é preciso acontecer na sala de aula e como está ocorrendo de fato e na observação das aulas com o intuito de conhecer para poder ajudar. Só assim será possível conhecer as crianças, observá-las nas atividades, conhecer as didáticas de cada área de conhecimento e discutir as intervenções e os encaminhamentos mais apropriados para cada atividade, tudo isso amparado pelo estudo e pela constante busca de aperfeiçoamento do coordenador.

Em relação à Secretaria de Educação, certamente ela solicitará documentos, mas esse trabalho não deve tomar mais de uma ou duas horas diárias na rotina.

Você concorda?  Como vê o papel e a atuação prática do coordenador pedagógico?

Um abraço, Leninha


TAGS:

1 Comentário

Elaboração de projeções de aprendizagem para um semestre de trabalho

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
O planejamento prévio garante a seleção de estratégias formativas adequadas a cada um dos conteúdos e ao tipo de reunião. (Foto: Manuela Novais)

O planejamento prévio das formações garante a seleção de estratégias formativas adequadas a cada um dos conteúdos e ao tipo de reunião. (Foto: Manuela Novais)

Fazer uma projeção sobre o que se pretende trabalhar ao longo de um semestre nas reuniões de formação pode ajudar o coordenador em muitos aspectos. Em primeiro lugar, contribui para garantir a boa gestão do tempo e a organização dos encontros, que envolve a divisão dos grupos de professores que participam de cada reunião e a articulação das reuniões gerais coletivas com as supervisões por série.

Além disso, o planejamento prévio garante a seleção de estratégias formativas adequadas a cada um dos conteúdos e ao tipo de reunião, a elaboração dos materiais, o estabelecimento de expectativas de aprendizagem para cada etapa do trabalho, a análise dos progressos dos docentes e a reflexão sobre os rumos da formação.

Para identificar as necessidades de aprendizagem da equipe, recorro à memória e aos registros do ano anterior. Esse levantamento é elaborado com base no acompanhamento dos avanços dos professores e nas condições criadas ao longo do processo, levando em conta:

- Os conteúdos trabalhados no ano ou semestre anterior;

- A análise dos progressos dos professores em relação ao início de um semestre de trabalho;

- Os registros elaborados durante os encontros, com base nas observações, nos relatórios e nos planejamentos que os participantes produzem;

- As transformações que ocorreram na prática pedagógica do educador por meio do plano de formação anterior;

- A qualidade da reflexão e do planejamento das atividades que realizam em sala de aula;

- Os resultados das aprendizagens dos alunos;

- As dúvidas e inquietações que surgiram no planejamento de determinado conteúdo;

- A avaliação dos registros dos docentes sobre os conteúdos tratados nas reuniões de formação.

Neste levantamento, utilizo materiais como o plano de formação, que contém os objetivos de aprendizagem para cada semestre, os relatórios sobre as conceitualizações feitas pelos professores que dão pistas sobre os ajustes que devem ser feitos nas formações seguintes e as observações e registros que realizei durante todo o processo. Para organizar as informações obtidas e definir os conteúdos que serão priorizados no semestre, estabeleço alguns critérios:

- As necessidades apontadas pelo grupo de professores;

- A minha avaliação como formadora sobre o que os professores já aprenderam e o que ainda precisam aprender;

- As expectativas para a etapa da formação que os professores estão e a complexidade dos conteúdos abordados;

- A identificação dos temas que podem melhorar a qualidade da aprendizagem das turmas;

- A reflexão sobre os rumos da formação e as correções necessárias.

Após essa análise, organizo os dados e defino os conteúdos que devem ser trabalhados nos horários de trabalho pedagógico coletivo (HTPC), nas supervisões por séries e nas individuais, como na tabela em anexo. E você, como define os assuntos que serão trabalhados no semestre? Compartilhe!

Abraços,

Eduarda


TAGS: , , ,

1 Comentário

A formação de auxiliares de sala e estagiários faz toda a diferença

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Na concepção que eu tenho de Educação, o aprendizado na prática com os mais experientes é o que embasa o trabalho com quem está começando na área (Foto: Gabriela Portilho)

Na concepção que eu tenho de Educação, o aprendizado na prática com os mais experientes é o que embasa o trabalho com quem está começando na área (Foto: Gabriela Portilho)

“O que eu faço quando as crianças não me obedecem? Na hora em que o professor está contando história, preciso ficar ouvindo também ou posso ir tomar café? Sempre que alguma criança começa a fazer bagunça, falo que vou chamar a diretora, mas nem assim ela para de perturbar os amigos”. Ouvi essas falas quando reuni os estagiários da escola para um bate-papo. Foi só nesse momento que percebi o quão urgente precisava implantar o grupo de formação com eles, pois havia muitos novatos e os professores já tinham me pedido para dar algumas orientações pontuais.

Na concepção que eu tenho de Educação, o aprendizado na prática com os mais experientes é o que embasa o trabalho com quem está começando na área – esse princípio também é muito pertinente quando se trata de formar professores. No entanto, só isso não é suficiente. Esses educadores também precisam participar de grupos de discussão sobre a prática e tomar as diferentes situações de sala de aula como objeto de reflexão para qualificar as ações.

Reservar um tempo e um espaço para realizar esse trabalho pode parecer impossível na rotina da escola ou do próprio coordenador, mas conseguir efetivar esse grupo de formação certamente trará mais qualidade nas intervenções pedagógicas. Por isso, fiquei algumas horas, entre uma tarefa e outra, pensando numa boa pauta para o primeiro encontro e como poderia potencializá-los já que, com muito esforço, eu conseguiria fazê-los somente a cada três semanas.

O primeiro encontro

Defini a pauta tendo como principal foco a interação entre as crianças e as intervenções do professor, já que muitas dúvidas e dificuldades eram relativas à ideia de que os pequenos devem ser obedientes e saber se comportar adequadamente nos diferentes momentos.

Como nosso encontro seria na sexta-feira, deixei uma folha-tarefa (clique aqui para vê-la) para cada estagiário na segunda-feira, pedindo a eles que observassem as ações dos professores. Claro que compartilhei meu planejamento com todos os docentes antecipadamente, tanto para pedir sugestões como para que tivessem consciência de que todas as suas condutas seriam observadas.

No encontro, formei duplas e pedi para os estagiários discutirem um caso (veja qual aqui), refletir e registrar o que fariam, considerando o que observaram na sala de aula nos dias anteriores. Optei por essa estratégia porque acredito que estudos de caso são ótimos para analisar uma situação real de sala com o devido afastamento capaz de permitir uma reflexão que servirá de referência para futuras ações ou intervenções na prática.

Na semana seguinte a esse exercício, os professores me contaram o quanto os estagiários estavam mais atentos. Eles também notaram algumas mudanças na interação e nas intervenções com as crianças. Esses comentários mostram que poder refletir coletivamente o que é de fato mais pertinente e coerente com a concepção de criança e como ela aprende é o que possibilita muita aprendizagem aos educadores. E não seria diferente com os que atuam como auxiliares de professores, não é mesmo?

Esse só foi o primeiro encontro. No próximo, pretendo utilizar uma filmagem de situação didática para discutir como se aprende. Bons modelos não faltam!

E na sua escola, os auxiliares têm formação em serviço? Compartilhe conosco como ela é organizada.

Um grande abraço, Leninha

 


TAGS: , ,

1 Comentário

O papel do coordenador no horário de trabalho pedagógico coletivo

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
O HTPC deve ser utilizado para garantir a formação, o estudo das estratégias metodológicas e a socialização das atividades realizadas em sala de aula. (Foto: Manuela Novais)

O HTPC deve ser utilizado para garantir a formação, o estudo das estratégias metodológicas e a socialização das atividades realizadas em sala de aula. (Foto: Manuela Novais)

Todos os professores necessitam de um planejamento semanal para discutir e refletir sobre as suas práticas. O horário de trabalho pedagógico coletivo (HTPC) deve ser utilizado para garantir a formação continuada, o estudo das teorias e estratégias metodológicas, a atenção para as dificuldades dos alunos e a socialização das atividades realizadas em sala de aula. No entanto, muitas vezes ele é confundido com um momento para passar recados, escrever relatórios e fazer os planejamentos individuais.

Um dos maiores questionamentos a respeito do HTPC é o que fazer durante esse horário e como garantir que ele seja bem aproveitado pela equipe. Para que a reflexão seja produtiva para o professor, cabe a nós, coordenadores, planejar os encontros com base nos indicadores de aprendizagem dos alunos e das necessidades formativas dos professores.

Na escola que coordeno, temos quatro horas mensais garantidas para o HTPC na jornada de trabalho. Além disso, organizo com os professores alguns encontros quinzenais, com duração de 2 horas. Nos momentos coletivos, discutimos temas que afetam a todos os docentes. Questões administrativas não são tratadas neste horário, já que o meu objetivo é melhorar a prática pedagógica. Às vezes, há a necessidade de agrupá-los por ciclo ou série para conversar sobre conteúdos específicos. Já quando se trata de um problema particular, ele é discutido nas supervisões individuais, que organizo em outros momentos na minha rotina.

Para que haja resultados práticos, o docente precisa sentir que o encontro tem um propósito. Por isso, considero importantes as seguintes condições:

Construir o plano de formação: a partir de registros e observações da prática, é preciso definir o plano de formação dos encontros para que as estratégias de ensino do docente estejam em constante movimento. Ouvir os professores sobre as suas necessidades de estudo também é nosso papel, já que eles podem levantar temas com base em suas dificuldades.

Planejamento: depois de definir quais conteúdos serão discutidos em cada encontro, torna-se necessário planejar as estratégias que serão utilizadas. Em certa ocasião, enquanto os docentes planejavam situações de produção de texto, percebi que eles não conseguiam levantar todos os aspectos possíveis de análise na hora de tabular o que os alunos sabiam. Portanto, a produção de texto virou um tema de estudo no HTPC. Para esse problema, a estratégia escolhida foi a tematização coletiva da produção de uma classe e o levantamento das dificuldades dos alunos a partir desse texto. Essa troca de ideias entre a equipe ajudou os professores a analisar o que os alunos sabiam e o que precisavam melhorar.

Cronograma: para organizar a rotina, costumo montar um cronograma com as datas dos encontros definidas previamente, garantindo um horário em que todos possam participar.

Incentivar a participação dos professores: é importante incentivar que os professores participem do HTPC e se dediquem às atividades propostas nestes momentos de estudo. Colocar lembretes das datas dos encontros e das leituras que devem ser feitas é uma das minhas tarefas na semana que antecede a reunião.

Organizar os momentos de formação é nosso maior dever como coordenadores. Por isso, devemos acompanhar o que é realizado individualmente e incentivar o diálogo sobre a prática docente, promovendo a troca de experiências entre os professores da escola.

E na sua escola, como são organizados os horários de trabalho pedagógico coletivo? Compartilhe!

Um abraço,

Eduarda


TAGS: , , ,

6 Comentários

A abordagem dos diferentes eixos nas turmas de 4 e 5 anos

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Para planejar as situações didáticas para as crianças de 4 e 5 anos, é necessário levar em consideração as características das turmas (Foto: Gabriela Portilho)

Para planejar as situações didáticas para as crianças de 4 e 5 anos, é necessário levar em consideração as características das turmas (Foto: Gabriela Portilho)

São tantas as possibilidades de sequências de atividades e projetos nos diferentes eixos com as crianças de 4 e 5 anos que fica difícil escolher alguns, não é mesmo? Para fazer isso, é preciso considerar, em primeiro lugar, as características das turmas. É a primeira vez dos pequenos na escola ou eles já a frequentam há algum tempo? Se já frequentam, quais foram os textos que utilizaram no eixo de Oralidade para memorizar e brincar e no eixo de Leitura e Escrita para apreciar e realizar outras atividades pertinentes na imersão na cultura escrita? Em Natureza e Sociedade, sobre o que pesquisaram?

O coordenador pedagógico pode se apoiar nos registros dos planejamentos de cada nível dos anos anteriores para responder a essas questões. Com o grupo de professores e com as respostas em mãos, será possível definir qual será o foco em cada um dos eixos este ano para as turmas.  Dou um exemplo para ficar mais claro. Em Natureza e Sociedade, o tema “Animais do fundo do mar” é muito disputado e pode ser um projeto para as crianças de 3, 4 e 5 anos. Como definir quem ficará com ele? Só há um jeito: analisar o que já foi trabalhado com esses alunos. Sugiro que se faça um quadro com as propostas de temas para cada nível (veja aqui um exemplo). Isso facilitará a visualização do planejamento.

O planejamento das turmas de 4 anos

Nesse nível, a turma já tem muito conhecimento construído, vivenciou e aprendeu muitos procedimentos e tem autonomia para atuar tanto na sala de atividades como no parque, um lugar que também precisa ser considerado na hora de planejar. É claro que algumas crianças podem ser menos ousadas, mais tímidas ou ter tido bem menos oportunidades de interagir com outras. Nesse caso, o olhar observador e atento do professor será imprescindível para propor situações didáticas com a intencionalidade de desafiar e envolver todos conforme seus saberes.

Elaborei um quadro com sugestões de abordagens e situações que considero essenciais no primeiro semestre para a faixa etária de 4 anos. Não esqueça de que ele é apenas uma possibilidade, pois cada escola precisa considerar a sua realidade.

Eixo Atividade permanente, sequência de atividades ou projeto
ARTE Elaborar uma sequência de desenho com linhas concretas (corda, barbante, palitos, gravetos ou massa de modelar) é uma possibilidade de repertoriar e ampliar o percurso criativo da criança. Não se esquecer de incluir momentos de apreciação de obras artísticas de autores variados.
ORALIDADE A roda de conversa planejada deve acontecer diariamente. Memorizar algum tipo de texto, como canções ou parlendas, para brincar com a sonoridade e preparar uma apresentação para outra sala é um ótimo projeto.
LEITURA E ESCRITA As brincadeiras de identificação e comparação das escritas dos nomes devem ser planejadas cuidadosamente considerando os saberes de cada criança.  Elas podem ser realizadas na roda ou em pequenos grupos.  Utilizar os textos do projeto de Oralidade para situações de leitura com contexto verbal ou ditá-lo para que o professor escreva são situações que podem estar contempladas numa sequência de atividades.
MÚSICA Conhecer e explorar alguns elementos do som (altura, duração, timbre e intensidade) nas canções tradicionais da cultura infantil, em sequência de atividades ou projeto. Será preciso preparar um momento se houver o desejo de fazer uma apresentação.
MATEMÁTICA Planejar brincadeiras e introduzir jogos que possibilitem a ampliação da recitação da série numérica e a contagem termo a termo são essenciais.
MOVIMENTO Planejar brincadeiras que possuam regras similares e envolvem diversos movimentos corporais (brincadeiras de roda ou que precisam imitar animais, por exemplo) podem se constituir numa boa sequência de atividades.
NATUREZA E SOCIEDADE Elaborar um projeto em torno da pesquisa de alguns animais é muito pertinente. Aqui, o cuidado é planejar atividades nas quais as crianças sejam protagonistas: levantem hipóteses, listem o que querem saber, pesquisem e apresentem os resultados para os colegas.

 

O planejamento das turmas de 5 anos

Os pequenos de 5 anos são os veteranos, muito sabidos e autônomos. E o maior desafio da escola é propor atividades que prevejam agrupamentos mais pertinentes para que todos aprendam e mobilizem os conhecimentos prévios. Para isso, é preciso estar atento aos saberes de cada criança para propor as situações didáticas, retomando, muitas vezes, conteúdos dos níveis anteriores. Exemplificando: espera-se que todos já identifiquem e escrevam o nome com autonomia, mas aqueles que não o fazem precisam participar de atividades que assegurem essa aprendizagem.

No quadro abaixo, descrevo algumas possibilidades para o primeiro semestre dessa turminha.

Eixo Atividade permanente, sequência de atividades ou projeto
ARTE O caderno de desenho que propicia à própria criança ver seu percurso criador é uma opção interessante, sequências de colagem e pintura utilizando diferentes materiais também.
ORALIDADE Para esse nível, a roda de conversa deve incluir o debate.
LEITURA E ESCRITA Um projeto em torno dos clássicos infantis ou de poemas deve prever situações de leitura, escrita e produção de textos (produção oral com destino escrito) com ajuda do professor.
MÚSICA Uma sequência que contemple jogos de imitação e improvisação de sequências simples de som e ritmo, jogos de cantoria de versos com alternância de vozes (professor canta uma frase e as crianças a outra) e apreciação de obras musicais variadas e de qualidade pode ser uma boa alternativa.
MATEMÁTICA Situações de interpretação de números de dois dígitos, quantificação e cálculo podem estar organizadas numa sequência didática que inclua os jogos e resolução de situações cotidianas. A ideia é desafiar as crianças na busca de estratégias e de registros.
MOVIMENTO Organizar jogos e brincadeiras com mais regras e até competições (cuidando para o equilíbrio de destreza entre as equipes) são muito bem vindos e precisam ser assegurados pelo menos duas vezes por semana.
NATUREZA E SOCIEDADE Um projeto sobre um determinado grupo social (seu modo de viver, ser e trabalhar) ou a observação de fenômenos naturais e as mudanças que provocam são boas escolhas. Melhor ainda se incluir materiais como livros, revistas, vídeos e a possibilidade de pesquisar em campo, assegurando que a criança seja a protagonista das situações didáticas.

 

Como vocês podem ver, eu procurei abordar as necessidades e as possibilidades de atividades com as turmas de 4 e 5 anos nas tabelas acima. Assim, será possível elaborar um planejamento detalhado, que explicite como e quantas serão as situações didáticas e deixando bem claro os procedimentos do professor e os fazeres das crianças. Outro aspecto que precisa ser considerado é a organização dessas atividades ao longo do ano.

E na sua escola, você já está escrevendo e revisando os planejamentos junto com os professores?

Um abraço, Leninha


TAGS: , ,

6 Comentários

Como articular toda a escola para a criação de grupos de apoio

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
O planejamento e a formação dos envolvidos irão garantir um trabalho bem organizado e contribuir com ações de melhoria na aprendizagem dos alunos. (Foto: Manuela Novais)

O planejamento e a formação dos envolvidos irão garantir um trabalho bem organizado e contribuir com ações de melhoria na aprendizagem dos alunos. (Foto: Manuela Novais)

Finalizando a reflexão sobre o funcionamento dos grupos de apoio, destaco a importância do coordenador envolver toda a equipe da escola no planejamento e na realização dessa estratégia.

Em primeiro lugar, a criação dos grupos requer o levantamento de dados para justificar as necessidades de aprendizagem e a elaboração de um plano de intervenção. Para criar esse plano, devem ser feitos encontros com os docentes, aplicação de atividades diagnósticas nas classes, organização e tabulação do resultado dos alunos e levantamento dos conteúdos que precisam ser estudados. Na minha cidade, seguimos as diretrizes estabelecidas pela Secretaria de Educação, como você pode conferir neste arquivo.

Os critérios devem ser bem planejados e o funcionamento dos grupos deve ser acompanhado de perto pelo coordenador. Instrumentos de avaliação precisam ser aplicados periodicamente para que os avanços na aprendizagem dos alunos possam ser avaliados e eventualmente seja feito um replanejamento. Assim, o coordenador consegue defender a necessidade dos grupos junto à gestão da escola.

Além de acompanhar a dinâmica dos grupos, o coordenador é responsável pela formação dos professores e o aprimoramento da prática. Por isso, ele precisa levantar as necessidades de aprendizagem da equipe e utilizar estratégias metodológicas diversificadas, como a observação de aulas, a análise de planejamentos elaborados por eles, a filmagem de atividades, o estudo de casos de questões apresentadas pelos alunos, entre outros. Algo que pode ajudar nessa organização é a elaboração de um cronograma para os educadores. Nós também contamos com orientações da Secretaria para isso. Veja aqui.

O planejamento do processo e a formação dos envolvidos irão garantir um trabalho bem organizado e contribuir com ações preventivas de melhoria na aprendizagem dos alunos. E, como você pode notas nos documentos, o apoio da direção e da Secretaria de Educação são essenciais para que essa intervenção pedagógica aconteça de fato.

E vocês, como articulam a equipe na criação dos grupos de apoio?

Abraços,

Eduarda


TAGS: , ,

Deixe um comentário

O que fazer quando as turmas da Educação Infantil recebem ainda mais crianças

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
 Numa sala com muitas crianças, o professor pode diversificar as atividades para conseguir fazer intervenções pontuais (Foto: Shutterstock)

Numa sala com muitas crianças, o professor pode diversificar as atividades para conseguir fazer intervenções pontuais (Foto: Shutterstock)

“Quantas crianças têm na sala do meu filho?” Essa é uma pergunta comum feita pelos pais quando estão matriculando as crianças na Educação Infantil. E ela não é uma curiosidade à toa. Pelo contrário, é uma preocupação real de como será a atenção dada aos pequenos, pois quanto menor a criança, maior a supervisão que o adulto precisa ter – e as famílias estão muito certas de se preocupar com esse aspecto.

Já faz muito tempo que essa discussão ocorre nas creches e pré-escolas do país. De um lado do debate, estão os profissionais das instituições que acompanham o dia a dia e sabem da importância de não haver turmas muito grandes; de outro, estão os governos, que têm como foco o custo do aluno e a necessidade de ampliar constantemente o número de vagas oferecidas.

Na semana passada foi divulgado pela imprensa que, a partir de 2015, no município de São Paulo, crianças de 2 anos e 10 meses passarão a integrar a turma do minigrupo 2, que, antes, atendia somente crianças a partir de 3 anos e 1 mês. Com essa adequação, a prefeitura conseguiu ampliar a oferta de vagas, pois o minigrupo 2 atende 25 crianças, enquanto o minigrupo 1, que é a turma anterior, só pode atender 12.

O que isso muda no dia a dia da sala de aula?

Muita coisa, sem dúvida. Nessa faixa etária de 3 anos, é impressionante o contraste na autonomia dos pequenos. Em algumas famílias, a criança já não é tratada como um bebê, não usa mais fraldas nem chupeta, sabe se alimentar com autonomia e se comunica com muita desenvoltura, falando sobre seus desejos e necessidades. Em outras, o pequeno ainda é o bebê da casa, usa fraldas e mamadeira e tem um vocabulário bem reduzido porque tem suas necessidades atendidas sem precisar falar.

No ano em que passariam no minigrupo 1, todas essas crianças teriam a oportunidade de vivenciar diferentes situações de aprendizagem numa turma pequena. Mas, com a mudança e com uma sala maior, caberá ao professor planejar um trabalho que atenda às necessidades de aprendizagem de todos.

Como o gestor pode orientar o professor?

A primeira atitude que o gestor deve tomar é verificar como pode reestruturar o quadro de educadores e funcionários para que haja mais de um adulto nesta sala. Isso é importante porque um professor sozinho pode não dar conta de dar atenção a todos os pequenos. Outro ponto essencial é ajudar o docente a elaborar uma rotina que intercale momentos dentro e fora da sala de aula, onde seja possível estar com todas as crianças ao alcance dos olhos, e orientá-lo a investir em atividades diversificadas que o possibilitem fazer intervenções pontuais. Por exemplo, enquanto alguns pequenos estão no tapete com jogos de encaixe, outros estão no canto de faz de conta e alguns mais no espaço de leitura. Com estes últimos, o professor pode fazer uma atividade dirigida de leitura de imagens, conteúdo do eixo de Oralidade.

Outras possibilidades são refletir com o professor quais são os melhores procedimentos para que as crianças que ainda usam fraldas deixem de fazê-lo e repensar a organização do espaço da sala de aula. É interessante criar cantos mais amplos, retirar mesas, colocar mais tapetes de EVA ou papelão revestido com plástico, disponibilizar brinquedos que convidem os pequenos a interagir e providenciar mais colchonetes para aqueles que necessitam dormir.

Por fim, cabe ao coordenador pedagógico orientar, observar e avaliar os encaminhamentos constantemente, pois sempre é possível qualificar, melhorar e aperfeiçoar a rotina, as atividades, a comunicação com as famílias e vários outros aspectos que podem ser foco de tematização nos grupos de formação.  É na reflexão coletiva que encontramos as melhores soluções.

E na sua escola, já ocorreram mudanças que precisaram de uma reorganização? Vamos compartilhar as soluções encontradas!

Um abraço, Leninha



4 Comentários

Como viabilizar os grupos de apoio na escola

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
A criação dos grupos de apoio é uma intervenção importante que precisa ser planejada, organizada, acompanhada e avaliada constantemente. (Foto: Manuela Novais)

A criação dos grupos de apoio é uma intervenção importante que precisa ser planejada, organizada, acompanhada e avaliada constantemente. (Foto: Manuela Novais)

Na semana passada, falei sobre a criação dos grupos de apoio na escola. Ao decidir que a escola viabilizará essa estratégia, a equipe gestora precisa criar condições que nortearão o trabalho. Para isso, considero importante levar em conta os seguintes aspectos:

- Critérios de indicação dos alunos: o resultado de uma avaliação diagnóstica pode ser o pontapé para a escolha. Porém, é preciso tomar cuidado com o levantamento dos critérios, para que não haja mais alunos nos grupos do que na sala de aula. Um aspecto que pode auxiliar nesse processo é criar novos instrumentos de avaliação para identificar quem são os alunos que realmente necessitam de apoio.

- Seleção e permanência dos alunos nos grupos: a equipe precisa acompanhar a evolução dos alunos, já que a ideia é que essa ação não seja para sempre.

- Quantidade de grupos de apoio: considerar o número de alunos e de professores da escola.

- Horário de funcionamento dos grupos: é preciso levar em conta a localidade, a necessidade de transporte e a disponibilidade dos alunos. Alguns grupos funcionam no horário escolar, e outros no contra-turno.

- Espaço para as aulas de apoio: deve ser disponibilizado pela equipe gestora.

- Materiais: letras móveis, cartazes com as letras do alfabeto, quadro numérico, calendário, números e outros que sejam necessários devem ser previstos e preparados com antecedência.

- Formação dos professores: a formação deve considerar os conteúdos de necessidade de aprendizagem dos professores em relação à organização dos grupos, ao planejamento das atividades, aos instrumentos de acompanhamento e avaliação dos alunos e às estratégias de ensino.

- Intercâmbio entre os professores dos mesmos alunos: a equipe precisa garantir um horário de reunião entre os educadores para que compartilhem impressões sobre o desenvolvimento dos estudantes.

- Relação das crianças com o espaço: pensar em como convidar os alunos a participar destes grupos. Para isso, deve-se fazer uma reunião com professores e familiares, que precisam ser parceiros da criança nesse processo.

- Levantamento dos conteúdos: uma das questões que norteiam o planejamento é como organizar os alunos de forma a atender suas necessidades de aprendizagem. Em alguns casos, em vez de separá-los por séries, é mais indicado agrupá-los por suas dificuldades: alunos que precisam se alfabetizar; que precisam avançar nas práticas sociais de leitura e escrita; que necessitam do domínio das operações básicas e da resolução de problemas, entre outras.

A criação dos grupos de apoio é uma ação de intervenção importante que precisa ser planejada, organizada, acompanhada e avaliada constantemente. E vocês, que critérios consideram na hora de organizar os grupos de apoio?

Abraços,

Eduarda


TAGS: , , ,

Deixe um comentário

Para cada idade, um planejamento

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
O planejamento dos professores precisa ser coerente e sequencial ao longo dos anos (Foto: Gabriela Portilho)

O planejamento dos professores precisa ser coerente e sequencial ao longo dos anos (Foto: Gabriela Portilho)

Quando começa um novo ano letivo, a equipe tem pela frente um momento de muito planejamento, pois precisa definir quais serão os projetos, as sequências e as atividades permanentes que cada turma desenvolverá. Esse trabalho demanda envolvimento e muita reflexão por parte dos gestores e de todos os professores, que devem tomar decisões coletivamente. Isso é importante para que o planejamento dos professores seja coerente e sequencial ao longo dos anos.

Ilustro essa importância com uma situação que vivenciei no eixo de Oralidade. Neste ano, a professora do grupo de 4 anos tinha um projeto pronto de parlendas e queria utilizá-lo. No entanto, as crianças que seriam suas alunas já haviam trabalhado com parlendas no ano retrasado e, no ano anterior, haviam desenvolvido um projeto de cantigas de roda. Por que não seria bacana repetir o mesmo gênero literário? Primeiro, porque os pequenos deixariam de trabalhar com poesia, por exemplo, e é papel da escola apresentar os mais diferentes gêneros e tipos de texto para que as crianças ampliem o repertório cultural. Depois, porque isso demonstraria a falta de coerência no planejamento institucional.

Qual a prioridade no grupo de 2 anos?

No primeiro semestre, as crianças dessa faixa etária participam de atividades nos eixos de Formação Pessoal e Social, Movimento, Identidade e Autonomia, Arte, Oralidade e Música.

No eixo de Formação Pessoal e Social, a organização do espaço da sala de atividades e o estabelecimento de uma rotina são as intervenções pedagógicas preponderantes. A disposição dos cantos, dos jogos, dos brinquedos e dos livros propiciará maior ou menor oportunidade de autonomia e interação entre as crianças e entre professor e crianças. Por sua vez, a rotina precisa oferecer os diferentes momentos: atividades diversificadas, hora da roda de conversa, da história, do parque, das brincadeiras no tanque de areia e os coletivos para desenvolver as sequências dos outros eixos. É importante intercalar momentos mais livres, como parque e brincadeiras no pátio, com aquelas que exigem maior concentração, por exemplo, ouvir histórias e pintar.

Abaixo vou dar exemplos de sequências e atividades permanentes que podem ser foco de cada eixo.

Oralidade e Música: jogos verbais e canções infantis.

Movimento: brincadeiras envolvendo correr, saltar, subir escadas e imitar o professor fazendo diferentes deslocamentos.

Arte: explorar riscar com diferentes materiais (giz de cera, giz de lousa, pincéis atômicos etc.) nos mais variados suportes (papel kraft fixado no chão, caixas grandes, papel fixado na parede ou na mesinha, com giz de lousa no cimento do pátio ou com gravetos na areia),  experimentar fazer pinturas com a mãos, com tintas industrializadas ou feitas de trigo e corantes comestíveis, com rolinho ou brochas nos diferentes suportes.

Autonomia: numa roda em sala, com brincadeiras de faz de conta, ensinar procedimentos que levem os pequenos a conquistar a autonomia. Uma possibilidade é simular situações, desafiando as crianças a fazer procedimentos como “Agora, eu quero ver quem consegue tirar os sapatos sozinho e depois colocar direitinho”, pedir a eles que guardem os pertences na lancheira ou que vistam o agasalho sem ajuda.

Qual a prioridade no grupo de 3 anos?

Nos grupos dessa faixa etária, além do trabalho com os mesmos eixos das turmas de 2 anos, também realizamos atividades de Matemática e escrita. Os projetos só entrarão no segundo semestre, portanto, continuaremos trabalhando com sequências e atividades permanentes.

Listo para vocês que tipo de atividades podem ser realizadas com esse grupo de acordo com o eixo.

Matemática: a sequência de atividades é composta de brincadeiras para aprender a recitar a série numérica e fazer a contagem termo a termo.

Leitura e Escrita: presenciar o professor lendo e escrevendo é muito importante para os pequenos. Por isso, é essencial manter na rotina a escrita diária das atividades na lousa, um exemplo é escrever o título do livro que será lido. Outra possibilidade é pedir para que as crianças ditem a letra de uma música que sabem de memória enquanto o professor a escreve num cartaz que ficará no mural, ao alcance delas. Assim, eles poderão imitar o comportamento leitor enquanto verbalizam o texto, acompanhando a escrita com o dedinho – é o que chamamos de ajuste do falado ao escrito. Nesse momento, também começam as brincadeiras com o cartão de chamada e atividades com nome próprio.

Outros eixos: há uma ampliação das atividades que foram desenvolvidas quando os pequenos tinham 2 anos. Em Oralidade, as crianças passam a memorizar quadrinhas e poemas para declamar em outras salas. Em Arte, elas passam a usar outros suportes, como papeis de tamanho A3 e A4, começam a apreciar os próprios trabalhos e obras de arte e participar de sequências mais elaboradas de desenho e pintura.

E na sua escola, você já começou a esboçar com a equipe quais serão os planejamentos para as turmas? Na próxima semana, escreverei sobre o planejamento do primeiro semestre para as turmas de 4 e 5 anos.

Um abraço, Leninha


TAGS:

3 Comentários