Cronograma de ações do coordenador pedagógico

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
O estabelecimento de um cronograma com metas objetivas, de curto e médio prazos, ajuda o coordenador a aproveitar melhor o tempo na escola (Foto: Manuela Novais)

O estabelecimento de um cronograma com metas objetivas, de curto e médio prazos, ajuda o coordenador a aproveitar melhor o tempo na escola (Foto: Manuela Novais)

No dia a dia da escola, vão surgindo inúmeras situações que acabam alterando o planejamento previsto. São pais que aparecem na escola sem marcar horário, problemas que o professor não conseguiu administrar sozinho na sala de aula, docentes que tiveram de se ausentar por algum motivo, materiais pedidos que não ficaram prontos… No fim da jornada, sempre tenho aquele sentimento de algo que ficou para trás.

Dentro da minha rotina, uma das minhas reflexões cotidianas é como eu poderia lidar melhor com o tempo para poder atender a todas as demandas.  O meu período de trabalho na escola é de 24 horas semanais e eu coordeno uma equipe de dez docentes, além de ter de cumprir outras funções, como fazer observação de sala de aula e fazer reuniões com a minha diretora. Como dar conta de todas essas responsabilidades em tão pouco tempo?

Uma das estratégias que utilizo é o estabelecimento de um cronograma com as ações semanais e mensais que devo realizar em busca das minhas metas estabelecidas no bimestre que estão  de acordo com o plano de intervenção pedagógica e o plano de formação dos professores. Em um dos textos que escrevi aqui no blog (clique aqui para ler), sobre esse último plano, mencionei que organizo um cronograma para cumpri-lo. Hoje, vou fornecer mais detalhes sobre ele.

Como organizo o cronograma

O meu cronograma é bem simples e construído depois de levantar os conteúdos e determinar o plano de formação. Nesse documento consta como e quando vou cumprir tudo, assim, evito me perder com as tarefas imprevistas.

Como exemplo, gostaria de compartilhar o meu cronograma do início deste bimestre (clique aqui para vê-lo). Ele possui as seguintes metas:  avaliação do primeiro semestre, replanejamento,  apoio aos professores no levantamento dos conteúdos do bimestre, cumprimento do  plano de formação,  organização da rotina dos docentes  e previsão de avaliações internas. Muita coisa para apenas dois meses, não? A saída é realmente a organização.

Como formato esse documento

  •  Organizo uma tabela e a preencho com as ações que devo realizar, quais serão as estratégias usadas, as funções dos envolvidos e quais materiais serão utilizados;
  • Coloco o que e quem deverá cumprir a ação/atividade naquela semana ou dia para que, no prazo estabelecido, eu consiga identificar o que eu devo fazer e o que os professores  precisam me entregar. Por exemplo, se tenho uma reunião de análise de dados da escola, começo a pensar na duração desse encontro e em quais condições deverão ser garantidas para conseguir chegar ao meu objetivo. Para isso, muitas vezes antecipo também o cronograma dos professores, que preparam os materiais que vamos usar com antecedência;
  • Costumo utilizar cores para poder identificar bem rapidamente o que é minha tarefa e qual é a dos professores;
  • Ao determinar um conteúdo no plano de formação dos docentes, planejo quais materiais vou utilizar e de que forma. Por exemplo, se vou discutir o conteúdo “pontuação” na formação dos professores, peço a eles que planejem uma atividade com o conteúdo e faço previsão de uma observação de sala. Tudo isso para colher subsídios e escrever adequadamente a pauta da reunião, também já determinada no cronograma;
  • Comunico e compartilho com os professores o documento, pois eles devem saber quais são as ações previstas para aquele bimestre e poder enxergar o processo formativo.

Ao comparecer na supervisão semanal comigo, após o conhecimento do cronograma, o professor já tem em mente o que vamos planejar ou qual será nossa reflexão para o período.

E vocês? Também organizam cronogramas mensais ou semanais?

Abraços, Eduarda


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Espaço: a organização também é uma intervenção pedagógica

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Na Educação Infantil, a conquista da autonomia é um dos principais objetivos. Por isso, a organização do espaço é determinante na aprendizagem das crianças (Foto: Gabriela Portilho)

Na Educação Infantil, a conquista da autonomia é um dos principais objetivos. Por isso, a organização do espaço é determinante na aprendizagem das crianças (Foto: Gabriela Portilho)

Nas salas de aula da Educação Infantil, a organização do espaço, dos materiais e dos brinquedos é determinante na aprendizagem das crianças. Nessa etapa da escolaridade, a progressiva conquista da autonomia é um dos principais objetivos.

É fundamental sempre reorganizar as salas de aula, com a renovação de cartazes, listas e jogos, o descarte de materiais e brinquedos quebrados ou sem peças, a arrumação do canto da leitura e a troca da temática do canto de faz de conta. Se no semestre passado era uma cozinha, agora pode ser um pet shop, um supermercado ou uma fazendinha. Assim, a turma pode inventar novas brincadeiras.

Para fazer tudo isso, o professor precisa de tempo e do apoio da equipe gestora. Vamos refletir sobre como você pode ajudar?

Formação com foco no espaço

Antes de partir para a organização, é interessante fazer uma formação coletiva sobre a importância do espaço na aprendizagem dos pequenos. A discussão deve tratar, inclusive, sobre a questão estética e a forma como um ambiente “clean” interfere no bem-estar de todos.

Acredito que não há nada melhor que refletir e discutir coletivamente para potencializar o olhar de cada professor.

Uma possibilidade bacana é visitar outra instituição com o olhar na organização do espaço.  É impressionante como existem soluções extraordinárias para os cantos de faz de conta, leitura e prateleiras de arte e jogos. Conheci um canto que era uma churrasqueira muito bacana e toda feita de caixas de papelão com direito a vários acessórios. A criançada curtia muito!

Se não for possível se deslocar, dentro da própria escola já será possível ampliar o olhar do professor se planejarmos uma reunião com esse foco.  Abaixo, compartilho com vocês uma proposta de pauta para esse encontro, que deve ser compartilhada previamente com os professores.

Pauta da formação sobre espaço

  1. Cada professor responde individualmente a questão: “Como a organização do espaço interfere na aprendizagem das crianças?”.
  2. As respostas são socializadas e ampliadas com base na leitura de um trecho do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – Volume 1 (clique aqui para acessar o documento ) que trata da acessibilidade dos materiais.

 Outro ponto importante a ser ressaltado diz respeito à disposição e organização dos materiais, uma vez que isso pode ser decisivo no uso que as crianças venham a fazer deles. Os brinquedos e demais materiais precisam estar dispostos de forma acessível às crianças, permitindo seu uso autônomo, sua visibilidade, bem como uma organização que possibilite identificar os critérios de ordenação.

É preciso que, em todas as salas, exista mobiliário adequado ao tamanho das crianças para que estas disponham permanentemente de materiais para seu uso espontâneo ou em atividades dirigidas. Este uso frequente ocasiona, inevitavelmente, desgaste em brinquedos, livros, canetas, pincéis, tesouras, jogos etc. Esta situação comum não deve ser pretexto para que os adultos guardem e tranquem os materiais em armários, dificultando seu uso pelas crianças. Usar, usufruir, cuidar e manter os materiais são aprendizagens importantes nessa faixa etária. A manutenção e reposição destes materiais devem fazer parte da rotina das instituições e não acontecer de forma esporádica. (RCNEI, Volume 1 – página 71)

  1. Os professores são convidados a visitar todas as salas de aula e preencher a seguinte tabela, com base na observação.
Número da sala ………………. ………………. ……………….
Boas soluções ………………. ………………. ……………….
Sugestões de melhoria ………………. ………………. ……………….

De volta à sala de reuniões, todos compartilham as anotações.Se houver mais de cinco professores na reunião, é pertinente que preencham os impressos em duplas. Diga a eles que a ideia é poder contar com o olhar de diferentes pessoas e que, coletivamente, podemos potencializar as organizações das diferentes salas.

  1. Por fim, cada professor vai à sua sala para começar o trabalho.

Como é a sala ideal de Educação Infantil

Abaixo, listei alguns detalhes que merecem atenção e que acredito fazer toda a diferença na sala de aula:

  • Salas com muitos enfeites ficam poluídas. Os materiais e brinquedos já são suficientemente coloridos para deixar o ambiente alegre;
  • Cartazes e listas devem ficar ao alcance dos olhos das crianças, afinal, a função é despertar o comportamento leitor, ainda que as crianças pequenas só o imitem no início da escolaridade;
  • O ato de forrar prateleiras com papel deve ser repensado. Em pouco tempo, ele rasga, descola ou desbota, deixando o ambiente mal arrumado;
  • Quando se tem muitos brinquedos ou jogos de encaixe é possível fazer um revezamento, guardando alguns e disponibilizando outros semanalmente;
  • Pintar, encapar e identificar latas para canetas e pincéis e caixas de jogos, para folhas de desenho ou objetos de pintura é uma boa alternativa para facilitar o acesso das crianças.

São muitas as possibilidades de melhoria no espaço e na organização dos materiais, inclusive nos ambientes de responsabilidade do coordenador, como a sala de formação e os materiais de uso coletivo dos professores. Por isso, que tal reservar um tempinho para cuidar dessa arrumação? Compartilhe conosco como você incentiva a organização do ambiente na sua escola.

Um abraço, Leninha.


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Análise dos cadernos dos alunos, uma ferramenta de trabalho

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
As anotações feitas pelos alunos revelam as práticas de ensino dos docentes em um determinado tempo e são bons indícios de como andam as aprendizagens dos alunos (Foto: Manuela Novais)

As anotações feitas pelos alunos revelam as práticas de ensino dos docentes em um determinado tempo e são bons indícios de como andam as aprendizagens dos alunos (Foto: Manuela Novais)

Existem muitas formas possíveis de acompanhar o trabalho dos professores na escola, não é mesmo? Eu considero a análise dos cadernos das crianças uma das mais interessantes e reveladoras. As anotações feitas pelos alunos revelam as práticas de ensino dos docentes em um determinado tempo. E mais: são bons indícios de como andam as aprendizagens dos alunos, da estrutura das aulas e das sequências das práticas em sala de aula.

Para definir alguns dos temas que serão trabalhados nos encontros de formação, realizo periodicamente a análise do material das crianças e observo como os conteúdos foram trabalhados. Fazer isso regularmente, pelo menos quatro vezes no bimestre, é importante porque as estratégias pedagógicas utilizadas podem mudar de acordo com o conteúdo trabalhado pelos professores.

É interessante observar como um mesmo docente pode, por exemplo, considerar o uso de diferentes estratégias para uma mesma atividade de Matemática e, outras vezes, apresentar um novo conteúdo através de uma explicação primeiro para depois aplicar várias atividades de fixação. Em Língua Portuguesa, essas diferenças também acontecem. Muitas vezes, os professores conseguem identificar o tipo de habilidades de leitura que devem cobrar e trabalham com textos variados, mas não mantêm uma regularidade de um determinado gênero para que os alunos entendam a linguagem e os recursos que são comumente utilizados.

Como eu acompanho os cadernos?

Reservo datas em meu cronograma que serão dedicadas a essa análise mais aprofundada das anotações das crianças. Como ali existem muitas informações, é possível analisar diferentes aspectos. Para que eu não me perca e faça um trabalho bem focado, organizo uma pauta de observação, na qual escrevo os registros importantes que depois servirão de apoio para o planejamento do plano de intervenção pedagógica.

Não procuro dar conta de todos os aspectos em uma única leitura, por isso, escolho um deles para cada dia. Listei abaixo algumas sugestões de análise, baseada na minha própria experiência:

  • Análise geral do uso do caderno: sequência, cuidado, organização;
  • Análise de aspectos específicos do uso: referências para localização de temas/conteúdos estudados, cronologia, qualidade dos registros, existência de um roteiro diário para organização do dia e facilitar o acompanhamento dos pais;
  • Estratégias e propostas de ensino: se são diversificadas e diferenciadas de acordo com as necessidades de aprendizagens dos alunos;
  • Como são as anotações realizadas pelos alunos? Há registros do que estão aprendendo?
  • Quais e como os conteúdos foram trabalhados pelo professor? Estão de acordo com o planejamento curricular?
  • O caderno possui registro do professor? Como ele registra suas observações a respeito do processo do aluno e faz a devolutiva escrita para eles;
  • Qual é o objeto de ensino do professor? Qual é a concepção de ensino do professor?
  • Quais atividades foram oferecidas e o tempo destinado para desenvolvê-las? As atividades são desafiadoras?
  • Possui propostas de produção de texto?
  • Qual foi a base do planejamento do professor? Foi apenas o livro didático ou ele utiliza outro recurso?
  • O caderno tem uma relação com a rotina do professor?

E vocês, coordenadores, observam o caderno dos alunos? De quanto em quanto tempo? E de que forma?

Abraços e até quinta-feira


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Os afazeres de reinício na Educação Infantil

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
No meio do ano, o coordenador pedagógico já conhece o grupo de professores e sabe quais são os pontos fortes e fracos. (Foto: Gabriela Portilho)

No meio do ano, o coordenador pedagógico já conhece o grupo de professores e sabe quais são os pontos fortes e fracos. (Foto: Gabriela Portilho)

Existem algumas vantagens para o coordenador pedagógico no recomeço do ano letivo. Além de ter um olhar mais focado, ser capaz de fazer reflexões mais pontuais e ter maior clareza sobre as metas a ser atingidas devido ao distanciamento de algumas semanas do dia a dia escolar, ele já conhece o grupo de professores e sabe quais são os pontos fortes e fracos.

Abaixo, listei as ações que considero pertinentes para essa época do ano.

Planejar a reunião de retorno. Acho importante ter clareza do que cada turma deve aprender até o final do ano. É bom, então, retomar as expectativas de aprendizagem de cada eixo e, junto com o grupo de professores, marcar o que já foi assegurado e o que precisa ser alcançado nos próximos meses nos diferentes níveis. Vale a pena preparar o material com base nas análises efetuadas no final do primeiro semestre.

Se fizermos isso envolvendo todos os professores da escola, temos a possibilidade de compartilhar as responsabilidades e de fazer todos se comprometerem coletivamente. Uma coisa é saber da sua turma, outra é você se sentir parte de um projeto pedagógico, compreender que o que os seus alunos aprendem ou precisam aprender estará ancorado no fazer pedagógico de cada professor do nível anterior ou posterior.

Auxiliar a revisão e a adequação dos projetos e sequências. O coordenador é o parceiro mais experiente e tem um olhar longitudinal sobre as aprendizagens. Por isso, ele será o apoiador e orientador dos professores. É na prática e com muito estudo que se aprende a fazer intervenções pertinentes e a ajudar o grupo. Por isso, antes da reunião de retorno, é preciso reler todos os planejamentos, compará-los e retomar conteúdos através de cursos, pesquisas com colegas ou na internet. De qualquer maneira, é necessário estar preparado para poder contribuir com sugestões de encaminhamentos.

Revisar e adequar o planejamento de formação dos professores. Nesta época, em geral, já temos um planejamento em mãos, feito no início do ano. Entretanto, é bom rever o que não foi alcançado no primeiro semestre e ajustar o projeto conforme as necessidades de aprendizagem e aperfeiçoamento dos professores.  É preciso ter um foco claro, definir o que precisa ser aprendido e quais estratégias formativas podem favorecer a reflexão e o impacto na prática pedagógica dos professores. O melhor a fazer sempre será refletir sobre aquilo que está acontecendo na prática da sala de aula, ler sobre o assunto, discutir encaminhamentos, combinar de levar a teoria para a prática e retomar a discussão com base em filmagens. A tematização da prática é o que, de fato, permite ao professor um olhar mais refinado nas didáticas de cada eixo.

Atendimentos individuais. A essa altura, o coordenador já sabe quais professores precisam de mais ajuda e é por eles que o agendamento de reuniões deve começar. Em geral, é muito difícil conseguir um horário para fazer orientação individual, portanto, é preciso privilegiar os que mais têm dificuldade. A ideia desse encontro é ajudar o docente, discutindo a gestão de sala de aula e os encaminhamentos pontuais com algumas crianças.

Recomeçar bem o ano letivo pode fazer toda diferença para um semestre de muitas conquistas para cada professor e cada criança. Os primeiros passos para isso são o planejamento e o profissionalismo do coordenador pedagógico.

Compartilhe conosco o que você faz nessa época do ano!

Um abraço, Leninha


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Como ajudar o professor a ir além do livro didático e contemplar conteúdos importantes em suas aulas

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
O livro didático não pode ser a fonte norteadora para o planejamento das atividades em sala de aula (Foto: Manuela Novais)

O livro didático não pode ser a fonte norteadora para o planejamento das atividades em sala de aula (Foto: Manuela Novais)

A organização da rotina e a seleção dos conteúdos que devem ser trabalhados são as duas principais preocupações do professor no início de cada bimestre. Para realizá-las, ele precisa ter muito claro o que os alunos sabem, quais são as necessidades de aprendizagem e quais estratégias de ensino ele poderá utilizar.

Ao retornar para a escola como coordenadora pedagógica, depois de atuar um bom tempo na secretaria de Educação, dei início ao meu trabalho observando como os professores realizavam essas duas ações com base nos blocos de ensino de Matemática: números e operações, espaço e forma, grandezas e medidas e tratamento da informação. Como eu tinha acabado de chegar, não fiz nenhuma intervenção nas reuniões de planejamento do bimestre, mas questionei os docentes sobre suas escolhas.

A maioria dos professores justificou a seleção dos conteúdos pelo uso do livro didático. Fiz, então, novas perguntas: “Em relação à matriz curricular, o livro didático contempla todos os conteúdos?”, “Você segue a ordem apresentada pela publicação?”, “Como você considera os blocos de conteúdos de Matemática?” e “Qual é o objetivo de seguir o livro?”.

As respostas me fizeram chegar à conclusão de que os docentes não planejavam as atividades nem levavam em consideração a divisão dos blocos de ensino de Matemática para selecionar os conteúdos. Apesar de alguns profissionais realizarem atividades extras, a fonte norteadora de todos continuava sendo o livro e seus capítulos, que não contemplavam tudo o que deveria ser tratado em sala de aula.

Ouvi atentamente as colocações e anotei em que aspectos eu precisaria intervir no próximo bimestre.

O que fiz para mudar essa realidade

Quando realizei a análise do que foi aplicado em sala de aula (conteúdos selecionados, avaliações e resultados dos alunos) com os professores, meu foco era fazê-los perceber que nem todos os conteúdos de Matemática haviam sido trabalhados de acordo com a matriz curricular. Expliquei que a seleção deve estar de acordo com a divisão de blocos de ensino, porque, dessa forma, é possível direcionar o planejamento da sala para atender às expectativas de aprendizagem de cada série.

Essa é uma atividade difícil e que requer muito estudo dos conteúdos. Naquele momento, meu papel foi ajudá-los a adaptar atividades com critérios, escolher os recursos e pensar em estratégias da aula de acordo com a faixa etária dos alunos.

Paralelamente a esse trabalho, elaborei um plano de formação para colocar em prática nas reuniões de módulo (leia sobre meu planejamento semanal com os professores aqui). A ideia era colocar em discussão as seguintes questões: quais são os conteúdos relacionados a cada bloco de ensino de Matemática de acordo com a série em que lecionam? Qual é a evolução dos conteúdos ao longo da escolaridade? Como a Matemática deve ser trabalhada? Quais são as estratégias de ensino?

Isso foi só o começo de um longo processo formativo que ainda está em andamento…  Ainda voltarei a compartilhar com vocês outras experiências relacionadas a esse trabalho.

E vocês, coordenadores, como realizam a seleção de conteúdos com os professores?

Abraços, Eduarda


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Escola e família: cada uma tem um papel

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Os pais não devem interferir no processo de ensino e aprendizagem da escola, assim como a instituição não pode querer ensiná-los como educar os filhos em casa. (Foto: Gabriela Portilho)

Os pais não devem interferir no processo de ensino e aprendizagem da escola, assim como a instituição não pode querer ensiná-los como educar os filhos em casa. (Foto: Gabriela Portilho)

Na semana passada, falei da importância de o coordenador pedagógico conhecer as famílias e sempre manter um diálogo com os pais nos horários de entrada e saída das crianças. Algumas vezes, no entanto, é preciso sentar para conversar pontualmente com alguns familiares.

Acredito que somos nós, educadores, que resolvemos e discutimos os encaminhamentos necessários para lidar com as questões pedagógicas. Cabe à escola apresentar sua proposta no início do ano e mostrar às famílias os resultados da aprendizagem das crianças, ao final de um período. Não é responsabilidade dos pais interferir nesse processo, assim como não cabe à escola querer ensinar a eles como educar os filhos. Entretanto, existem algumas situações em que o diálogo e a parceria com a família são muito bem-vindos.

O que não pode acontecer

Em hipótese alguma, a porta da sala ou os corredores são locais para uma conversa sobre a criança. Por isso, comentários do professor como “Hoje, o Pedro bateu no amigo” ou “Por favor, o senhor poderia conversar com a Marina em casa por que ela não está querendo fazer as atividades na sala?” não podem acontecer!  Primeiramente, porque esse tipo de comentário ou solicitação aos pais não tem nenhum propósito. Depois, porque é preciso respeitar famílias e ter esse tipo de conversa numa sala de reserva, sem outros adultos ou crianças por perto.  Além disso, é papel da escola encontrar formas de lidar com os pequenos.

Aprender a conviver é um desafio e a Educação Infantil é o espaço e o tempo de começar a aprender a fazer isso. Claro que lidar com algumas situações pode não ser nada fácil para o educador. São várias as questões a serem consideradas, discutidas e tematizadas nos encontros de formação de professores para que eles se sintam cada vez mais seguros ao lidar com a turma. Compreender como é o desenvolvimento moral na criança e como o professor pode contribuir é uma delas.

Em que momento é preciso chamar a família

Quando professores, coordenador e diretor já buscaram diferentes alternativas para melhorar o desempenho de uma criança, mas a aprendizagem ainda está prejudicada, a família pode ajudar.

Abaixo, listo três assuntos que achamos melhor chamar os familiares para uma conversa particular:

  • Explicitar o papel da escola. Na Educação Infantil, é comum os pais não terem clareza de que a escola é um lugar de aprendizagem e que os responsáveis por ficar com seus filhos são profissionais. Isso fica claro quando a criança falta demais, quando os pais desqualificam as atividades com comentários inadequados, como “a sua professora pensa que eu não tenho o que fazer, pedindo para eu ler um livro toda semana para você?” ou, ainda, quando querem interferir no dia a dia da sala de aula e em outras situações. Nesses casos, é melhor ter uma conversa pontual para esclarecimentos;
  • Cuidados à saúde da criança. A escola percebe que pode haver algum problema de saúde interferindo na vida escolar da criança, como deficiência visual, auditiva, excesso de sono no período da escola. Já tivemos um caso de anemia gravíssima e outro em que a criança só dormia depois da meia noite e acordava muito cedo para ir à escola.
  • Necessidade de avaliação ou acompanhamento fonoaudiológico ou psicológico. Isso acontece depois de muita observação e troca de impressões entre professor e gestores para chegar à hipótese de necessidade de indicação de algum especialista.

Acima de tudo, é preciso ter muito cuidado para não rotular nem levantar hipóteses sem qualquer fundamento antes de convidar os pais para uma reunião. Esse encontro tem como foco a discussão a respeito da criança e sobre o que pode ser feito para colaborar com a aprendizagem dela.

Por último, lembro que a ética profissional é agendar um horário conveniente a todos, antecipando qual é o motivo de solicitar tal reunião.  Outro cuidado é a forma de abordar o assunto, explicitando todas as observações efetuadas, as hipóteses da escola e qual é a proposta de encaminhamento,. Também é preciso deixar tempo e espaço para as colocações da família.  Todo cuidado é pouco quando vamos tratar de assuntos delicados.

E na sua escola, quando a família é chamada?

Um abraço, Leninha


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Início do semestre: hora de planejar e fazer o cronograma das ações de formação dos professores

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
Antes do início do semestre, seleciono os conteúdos e elaboro um cronograma para as reuniões de formação dos professores (Foto: Manuela Novais)

Antes do início do semestre, seleciono os conteúdos e elaboro um cronograma para as reuniões de formação dos professores (Foto: Manuela Novais)

O fim das férias está próximo. Por isso, é hora de envolver os professores na volta às aulas e organizar as ações pedagógicas. Para o início deste semestre, tenho em mente a realização das seguintes ações: analisar os dados da escola e das turmas, elaborar um plano de intervenção pedagógica e levantar os conteúdos de aprendizagem dos alunos e de ensino dos professores.

Hoje, vou compartilhar com vocês como costumo estabelecer as minhas ações pedagógicas em relação à formação dos docentes na escola.

Uma das primeiras estratégias de organização é definir quais serão os conteúdos que nortearão os estudos e reflexões que realizarei com eles. Depois disso, planejo o cronograma de execução deste plano que estará aliado à minha rotina diária.

Seleção dos conteúdos

Os conteúdos que farão parte do plano de formação não são selecionados de forma aleatória. Eles são definidos com base em:

  • Observações e registros realizados durante o primeiro semestre em sala de aula
  • Dúvidas e inquietações apresentadas pelos professores depois de trabalhar um aspecto com os alunos
  • Análise dos cadernos das crianças
  • Expectativas de aprendizagens do bimestre/semestre em questão
  • Análise das produções dos alunos
  • Resultados das avaliações externas e internas
  • Metas estipuladas pelos professores no início do ano e durante a elaboração do  plano de intervenção pedagógica  após replanejamento

Com esses dados em mãos, defino quais serão as prioridades.

Como definir as estratégias pedagógicas

Selecionados os conteúdos, analiso quais devem ser colocados em discussão com todos os professores reunidos e quais devem ser tratados de forma mais específica e individual nas reuniões de planejamento semanal. Por exemplo, se o conteúdo for análise de resultado de avaliação externa, prefiro discutir de forma coletiva, mas, se for a devolutiva de uma observação em sala de aula, prefiro que seja de forma individual nas reuniões de planejamento.

Esse plano com detalhes e especificações do que gostaria de focar é compartilhado apenas com a gestão da escolar e não com todos os docentes.

Aplicação do plano de formação

Outra estratégia que realizo depois de definidos os conteúdos é a elaboração de um cronograma para aplicação do plano, sempre levando em consideração o que será individual e o que será coletivo. Faço também uma antecipação de quais condições didáticas serão necessárias para que a reunião de formação aconteça.

Nesse documento, defino o papel de cada um dos envolvidos, as datas dos encontros (elas são definidas com base no calendário letivo), os conteúdos que serão trabalhados, as estratégias pedagógicas que adotarei e quais atividades os professores precisam desenvolver para fazermos alguma reflexão. Ele me ajuda a organizar meu dia a dia e concentrar os meus esforços  na minha função na escola, que é melhorar a prática dos professores.

Com essas duas ações, consigo enxergar como conduzirei o meu trabalho pedagógico e, dessa forma, atingir as metas previstas. No momento, ainda estou organizando os temas dessas formações. Assim que eles estiverem prontos, compartilho com vocês.

Essa é a minha forma de organização. Qual é a sua?

Abraços, Eduarda


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O coordenador pedagógico e os pais dos alunos: uma relação interativa e profissional

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Mesmo na correria do dia a dia, é importante estabelecer contato com as famílias (Foto: Gabriela Portilho)

Mesmo na correria do dia a dia, é importante estabelecer contato com as famílias (Foto: Gabriela Portilho)

Ser educado e atencioso em qualquer profissão é essencial, mas, quando se trata de crianças pequenas, como as que atendemos na Educação Infantil, sempre nos envolvemos um pouco mais, não é verdade? Acompanhar as aprendizagens e conquistas diárias, se encantar com as descobertas e rir das traquinagens é uma delícia.

Todos os dias, procuro ficar no pátio nos momentos de entrada e saída para ver os pequenos chegando ou indo embora com os responsáveis. Aí, aproveito para estabelecer contato com as famílias. Alguns pais são mais acessíveis e costumam parar para conversar ou perguntar alguma coisa, mas outros são mais arredios ou estão sempre com pressa. Esses são o meu desafio!

Por que manter o contato com os pais

É impressionante como fazer comentários positivos sobre as crianças e ter um bom relacionamento com os familiares abre um bom canal de comunicação para um trabalho conjunto entre escola e família. Em geral, isso termina impactando também na aprendizagem dos pequenos.

No portão, faço questão de fazer comentários do tipo: “Pedro, você contou para sua mãe sobre o texto bacana que a turma do infantil 2 fez porque você soube recontar algumas partes muito importantes da história?” ou “O senhor sabia que, ontem, o Cauã ensinou para outras crianças como se joga guerra de dados por que ele está muito sabido na Matemática?”. Esses comentários são dirigidos, principalmente, às famílias das crianças mais tímidas ou que demonstram pouco interesse em participar das atividades.

Quando os pais sentem o quanto valorizamos as conquistas dos filhos, eles também passam a fazê-lo.

Cuidados necessários

Um princípio que considero importantíssimo é nunca reclamar da criança para a família, mesmo que ela tenha tido um comportamento muito difícil. Por outro lado, se um aluno que, na maioria das vezes é difícil de lidar, faz qualquer atividade ou tem um comportamento mais colaborativo, faço questão de elogiar.

Muitas vezes, alguns pais querem ficar relatando causos e mais causos quando encontram alguém que se interessa pela criança ou é um pouco mais atencioso. Nessas situações, procuro pedir licença para ir tomar alguma providência. É preciso cuidar para que os familiares não confundam o acompanhamento pedagógico que fazemos dos filhos com consultório terapêutico para toda a família.

Na próxima semana, continuarei falando sobre o relacionamento com os familiares, mas sob o enfoque de encontrar encaminhamentos em conjunto – só depois de a escola já ter tentado diversas alternativas, é claro.

E na sua escola, é possível ter contato com as famílias mesmo na correria do dia a dia atribulado do coordenador?

Um abraço, Leninha


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Replanejamento: momento de pensar as ações pedagógicas do segundo semestre

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink
O replanejamento é fonte de aprendizagem, de ensino e de revisão das práticas pedagógicas (Foto: Manuela Novais)

O replanejamento é fonte de aprendizagem, de ensino e de revisão das práticas pedagógicas (Foto: Manuela Novais)

Em breve, daremos início a mais um semestre letivo. Antes, no entanto, precisamos avaliar como foram os primeiros seis meses em relação às metas previstas, à evolução da aprendizagem das crianças e aos resultados alcançados. Também precisamos considerar quais foram as condições de ensino e definir o que ainda precisa ser realizado para atingir o que foi proposto para 2014 e quais são os encaminhamentos que devemos dar à formação dos professores.

Para mim, o replanejamento das ações é fonte de aprendizagem, de ensino e de revisão das práticas pedagógicas. É uma forma participativa em que todos os que lidam direta ou indiretamente com o processo de ensino e aprendizagem estão mobilizados para analisar, debater e ajustar as estratégias de atuação para, coletivamente, chegar à solução dos problemas e ao atendimento das demandas da escola.

Como me preparo para o replanejamento

Para realizá-lo, costumo organizar uma ou duas reuniões com todos os professores no início do segundo semestre. Antes do encontro,analiso previamente os dados da instituição. Meu foco é nos seguintes aspectos:

  • O que está por trás dos dados das avaliações externas e internas. Faço uma análise quantitativa e qualitativa;
  • Os avanços e as necessidades de aprendizagem da escola e de cada ano/turma;
  • Os conteúdos previstos para o segundo semestre e os conteúdos trabalhados em sala até o final do primeiro semestre;
  • O queos alunos sabem e pensam sobre a escrita;
  • As análises das práticas pedagógicas organizadas pela escola (metodologias, projetos, momentos de recuperação, grupos de apoio, avaliações e plano de adaptação curricular aos alunos com deficiências);

Com esses aspectos levantados, organizo a pauta de reunião para colocá-los em discussão com os professores. Será a partir deles que elaboraremos um plano de intervenção em busca das metas estipuladas no início do ano e do atendimento às necessidades de aprendizagem.

O que priorizar no dia da reunião

Organizar metas e pensar em possíveis intervenções pedagógicas não é fácil e, em geral, o tempo que tenho com os professores não é suficiente para dar conta de tudo. Portanto, priorizo alguns aspectos em relação aos dados que analisei previamente e depois elejo quais merecem mais atenção. A partir daí defino como as informações serão analisadas com todo o grupo e quais  questões precisam  de atenção específica de cada docente.

Geralmente, costumo utilizar duas estratégias, a depender do perfil do grupo de professores e do tempo destinado para a reunião. A primeira é enviar, antes da reunião, um documento para os docentes com questões norteadoras para a reflexão sobre alguns aspectos, como resultado da avaliação externa da escola e resultado de uma avaliação aplicada na turma . No momento do encontro, eles socializam as observações e a partir delas vamos montando o plano de intervenção.  A segunda é dividir a discussão em dois dias e fazer todas as análises com o grupo.

Acredito que, adotando uma dessas estratégias, é possível fazer os professores pensar nas aprendizagens dos alunos e levantar intervenções possíveis de realizar. Caso contrário, a reunião vira uma ação impossível.

E na sua escola, coordenador, como acontecerá o replanejamento?

Até a próxima quinta-feira!

Abraços, Eduarda


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Como ajudar o professor quando surgem questionamentos na reunião de pais

| Educação Infantil - Leninha Ruiz
Quando surge algum questionamento na reunião de pais, temos que deixar claro que existe um planejamento e um acompanhamento de cada professor e de cada criança (Foto: Gabriela Portilho)

Quando surge algum questionamento na reunião de pais, temos que deixar claro que existe um planejamento e um acompanhamento de cada professor e de cada criança (Foto: Gabriela Portilho)

Final de semestre é momento de apresentar às famílias o resultado do trabalho realizado e explicitar as aprendizagens das crianças, certo? Essa pauta é comum em todas as escolas e costuma ser bastante esperada pelos pais.

Num desses encontros com os responsáveis da turma de 5 anos, no entanto, aconteceu uma situação bem complicada com uma das professoras, a Ana.

A pauta estava preparada e escrita na lousa, o portfólio e as pastas de produções de cada criança estavam cuidadosamente organizados nas mesas e os murais com as pesquisas coletivas publicadas em diferentes tipos de textos informativos também estavam expostos. Tudo estava indo bem, até chegar o momento de apresentar o gráfico das aprendizagens em relação ao sistema de escrita (clique aqui para ver um modelo) e explicar o quanto a turma avançou.

Nesse momento, a avó de um aluno, aposentada com muita experiência em alfabetização, questionou: “Professora, a senhora poderia me explicar por que não corrige as palavras escritas erradas e que têm letras faltando nas atividades do meu neto e de muitos outros alunos? Onde já se viu uma escola deixar fixar esses erros!”.

Ana já havia percebido que a avó tinha conversado com outros pais, olhando os portfólios das pessoas que estavam próximas a ela. Nessa hora, um pai falou que também não compreendia porque o filho escrevia daquela maneira na escola, pois, quando ele fazia atividades em casa a seu lado, ele escrevia todas as palavras corretamente.

Educadamente, a professora falou que, na reunião de começo do ano, havia explicitado o processo que todas as crianças percorrem na construção dos seus saberes e que tais erros só mostram como cada uma está refletindo sobre o sistema de escrita.

A avó não se convenceu e continuou falando da falta de exercícios de coordenação motora, de cópia e de outras atividades que foram muito usadas antigamente, quando ainda não compreendíamos como as crianças aprendem.

A professora tentou explicar colocando alguns exemplos de escrita na lousa. Alguns pais contribuíram com a explanação, relatando suas experiências com outros filhos que já haviam frequentado a escola e estavam alfabetizados. Apesar dos esforços, nada convencia a avó de que havia um planejamento  por trás do processo adotado pela escola e muitas pesquisas que avalizavam o que estava ocorrendo com seu neto e os colegas.

A essa altura, alguns pais já estavam impacientes. Por isso, Ana falou que concluiria a reunião apresentando as avaliações dos outros eixos (ainda faltava falar de Arte, Movimento e Matemática), mas que, ao final, poderia explicar melhor o processo de alfabetização para quem ainda tinha dúvidas.

Alguns familiares já haviam me alertado sobre o que havia ocorrido e sugerido que eu fosse auxiliar a professora no final da reunião. Rapidamente, peguei meu computador com o material do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (você pode encontrar vídeos do PROFA clicando aqui) e um cartaz que tenho com amostras de escritas das diferentes fases e fui para a sala da Ana.

Como o coordenador pedagógico pode intervir nessa situação

Pedi licença para a professora para que eu conduzisse a reunião com os pais que tinham dúvidas sobre o processo de alfabetização. Disse a ela que ela poderia continuar dando atenção aos demais que queriam saber sobre outros aspectos.

Convidei o grupo para sentar num canto da sala e passei trechos do vídeo Construção da escrita – primeiros passos (clique aqui para ver a primeira parte), que explicita como as crianças constroem hipóteses sobre a escrita, fazendo questão de mostrar todo o percurso.

Fiz questão de deixar claro que sabíamos o que estávamos fazendo e que existe um planejamento e um acompanhamento de cada professor e de cada criança. Ainda mostrei os gráficos do ano anterior e me coloquei à disposição para outras dúvidas.

Os pais gostaram de compreender melhor e fizeram muitas perguntas. A avó também foi respeitosa e ficou surpresa por toda atenção e material que apoiava nossa prática, mas, sinceramente, acho que, mesmo assim, não consegui convencê-la. Com muito jeito, pedi a ela que agendasse um horário particular para falar mais sobre o assunto, pois a pauta de cada reunião era elaborada considerando o que já foi abordado nos encontros anteriores e esse assunto já havia sido discutido no início do ano.

E você, coordenador, já passou por uma situação assim com pais ou responsáveis pelas crianças? Conte-nos como se saiu!

Um abraço, Leninha


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