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Parcerias que funcionam

Unir-se a comunidade, empresas privadas e públicas, ONGs e universidades ajuda a escola na missão de ensinar. Saiba o que é preciso fazer antes, durante e depois das parceiras

Gustavo Heidrich

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Ações e contrapartidas devem focar a aprendizagem

Ilustração: Anna Luiza Aragão

Entre outras coisas, esse trabalho funciona bem porque o parceiro não busca apenas visibilidade para seus produtos e serviços, preocupando-se com uma troca efetiva com a escola (saiba o que evitar nas parcerias no primeiro quadro). O ideal é que tanto a ação da entidade parceira como a contrapartida estejam relacionadas à aprendizagem. Foi o que fez a EM Pará, no Rio de Janeiro. As gestoras da escola procuraram o hospital ao lado da unidade e, em troca de palestras sobre higiene e saúde, ministradas pelos médicos aos alunos, ofereceram apresentações da oficina de teatro realizada pelos estudantes no contraturno. As crianças montam espetáculos com temáticas sobre saúde e prevenção de doenças trabalhadas em sala de aula para os pacientes que esperam atendimento (leia mais no último quadro).

Os erros mais comuns

Alguns equívocos na postura do gestor e na implementação das ações podem comprometer o trabalho de parceria. Por isso, evite:
- Deixar-se levar pelo deslumbramento quando o parceiro oferece verbas para reformas físicas sem associá-las à melhoria da aprendizagem. Isso, em geral, só promove mudanças externas.
- Permitir que apenas o parceiro diga o que quer fazer na escola.
- Aceitar qualquer tipo de ajuda que não esteja prevista no projeto político-pedagógico.
- Priorizar a visibilidade do trabalho social do parceiro.
- Tolerar contrapartidas que incluam a comercialização ou a propaganda de produtos e serviços dentro da escola.
- Consentir com serviços e insumos de má qualidade vindos do parceiro.

Contrapartida cultural
Palestras de saúde x teatro

Foto: Gilvan Barreto

Os alunos da EM Pará, no Rio de Janeiro, tinham pouca orientação sobre hábitos de higiene. A diretora, Rosa Maria de Oliveira, decidiu que eles deveriam receber informações sobre esses assuntos de profissionais da área de saúde. Ela procurou a administração do Hospital Municipal Carmela Dutra, vizinho da unidade, e propôs que médicos fizessem palestras na escola. Por seu lado, o hospital também tinha problemas: o tempo de espera dos pacientes para o atendimento costumava ser longo e cansativo. Cláudia ofereceu a solução: os estudantes que fazem teatro na escola poderiam apresentar peças no contraturno. A Pará também mantém parceria com a ONG Nova América, que oferece cursos para quem trabalha em áreas de risco. "O mais importante é manter um diálogo constante com o parceiro e ter um espaço de discussão que aponte para onde a escola quer ir", afirma Cláudia Breves, coordenadora pedagógica da unidade.

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Publicado em GESTAO ESCOLAR, Edição 010, Outubro/Novembro 2010. Título original: Juntos pela aprendizagem
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