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Defina os critérios de correção de provas com toda a equipe

Marque um encontro de formação para definir os critérios de correção de provas e como usar os resultados

Cinthia Rodrigues

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=== PARTE 1 ====

Depois de corrigir uma prova, os professores passam as notas para uma planilha: Ana tirou 7; Beatriz, 5; Caio, 8; Denis, 4 e assim por diante. Mas o que esses números significam e o que é possível fazer com eles para melhorar a aprendizagem daqueles que não tiveram um desempenho satisfatório? As provas bem elaboradas fornecem elementos valiosos sobre o nível da turma e, para encontrá-los, é necessário que a correção seja feita com essa intenção. O aluno acertou por acaso ou entendeu os conteúdos, mas se atrapalhou na resolução? Errou por distração ou por não conhecer os procedimentos necessários para chegar à resposta? Quantos demonstraram familiaridade com o tema e quem tem dúvidas sobre o que foi discutido em sala de aula?

"Independentemente de uma resposta estar certa ou errada, ela sempre dá sinais sobre o nível de aprendizagem da turma e aponta os caminhos que o professor pode escolher para dar continuidade ao planejamento", afirma Jussara Hoffmann, consultora de avaliação e professora aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Uma boa maneira de exigir que os resultados não fiquem apenas nos números é a coordenação pedagógica solicitar aos professores relatórios com informações sobre a aprendizagem dos conteúdos, dos procedimentos e das habilidades e não apenas as notas e os conceitos. "Em um registro completo, o professor precisa explicar o que o aluno sabe e o que ainda tem de aprender e, por isso, precisa ser revisto", afirma Lea Depresbiteris, doutora em Psicologia Escolar pela Universidade de São Paulo (USP).

Um encontro de formação planejado para discutir a correção de provas é capaz de esclarecer à equipe pedagógica sobre a função formativa da avaliação e estabelecer alguns critérios a ser seguidos por todos os professores da escola (leia a pauta da reunião no quadro da página 3).

Quando a equipe pedagógica é pequena, fica mais fácil fazer essa formação reunindo todos em um mesmo encontro. Caso contrário, é melhor formar grupos distintos - por série, segmento de ensino ou disciplina. Porém o enfoque das reuniões é o mesmo: discutir os critérios de correção e como as respostas dão pistas sobre as carências das turmas.

O resultado da correção serve para orientar o planejamento das aulas. Com base no diagnóstico dado pelas provas, a equipe deve considerar os conteúdos que precisam ser revistos e a melhor maneira de reapresentá-los. Há o consenso entre os educadores de que, se mais de 20% da turma foi mal na avaliação, é provável que outros alunos ainda tenham dúvidas e o coordenador pedagógico precise ajudar o professor a encontrar uma estratégia de ensino diferente. "Mesmo que poucos tenham tido um desempenho insatisfatório em um conteúdo, o melhor é retomar a matéria com a classe toda", diz Jussara.

Caso um ou dois alunos demonstrem não ter compreendido o conteúdo, o coordenador deve ajudar o professor a planejar atividades específicas para eles, de acordo com a necessidade de cada um - para serem feitas durante a aula ou como uma tarefa de casa.

É certo que cada disciplina tem suas particularidades e diferentes maneiras de avaliar. Geralmente, as perguntas com respostas dissertativas são as mais eficientes para dar indícios do estágio de aprendizagem. Nas provas de História, Geografia e Ciências, elas são mais utilizadas, o que permite acompanhar o pensamento do aluno, as informações que ele tem, como as aplica ao problema e que caminhos usa para chegar à conclusão. Nas de Matemática, isso também é possível: basta prestar atenção nas etapas de resolução do problema e não olhar somente o resultado final. Assim, é possível detectar se o erro está na compreensão do conteúdo, nos procedimentos ou na técnica operatória (como se vê no exemplo abaixo).


Prova de Matemática

Foto: Dercílio
Fotos: Dercílio

Interpretando o raciocínio 
O professor deve estar atento para saber se o aluno compreendeu a ideia do problema e escolheu uma estratégia adequada para solucioná-lo. Neste caso, é usado um procedimento adequado (a divisão), porém houve um erro no uso da técnica (o algoritmo). É uma oportunidade para lembrar aos docentes que a discussão de um erro pode favorecer a conceitualização. 

Certo, errado ou meio certo? 
Quando acontece de o procedimento estar adequado, mas a finalização errada, como neste caso, o professor pode considerar a resposta meio certa. O importante é que o aluno possa entender em que ponto errou - e para isso o comentário do professor na prova e depois durante a aula é fundamental para que o aluno retome seu procedimento.

=== PARTE 2 ====
=== PARTE 3 ====

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Publicado em GESTAO ESCOLAR, Edição 007, Abril/Maio 2010.
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